Fanfic - The hunger games

terça-feira, abril 23, 2013

Eu escrevi essa fanfic, na verdade, para um concurso, mas acabou que eu não pude usar no concurso e entre outros fatores; Entretanto, eu gostei tanto, que eu tive que colocar em algum lugar :c Então, espero que gostem da fanfic, mas eu não sei se vou continuar á escrever. Não esqueça de deixar um comentário abaixo o/




    Eu não poderia abandonar o distrito 12. Ele foi completamente bombardeado por minha causa, e eu não poderia, simplesmente, abandona-lo em suas cinzas e ossos. Plutarch, então, me ajudara a reconstruir o distrito, embora Peeta teimasse em construir nossa cabana na floresta, e assim ele fez. Tudo continua intacto do outro lado da Costura, sob a destruída cerca elétrica que nos prendia do lado de dentro. Minha mente consegue ver meu pai me ensinando a usar o arco e flecha, e Gale preparando uma armadilha logo ao lado. Eles não estão ali, mas suas feições continuam claras dentro de mim.
Eu tateio a pedra que Gale e eu usávamos como ponto de encontro. Os tiros haviam arrancado pequenos pedaços da pedra e ela parece ligeiramente inclinada para o lado, mas ela continua imutável aos meus olhos. Eu desvio o meu olhar para o pequeno corpo dela, enquanto deposito a aljava de flechas em cima da pedra, e sorrio ao perceber que o arco mal cabe em suas mãos.
– Mamãe, porque você quer me ensinar á caçar? – Ela diz á medida que o vento joga os seus cabelos da mesma tonalidade dos de Peeta para trás.
– Você precisa saber, Prim. – Eu sorrio. Depois do que acontecera com minha irmã, eu deveria homenageá-la. Com essa ideia em minha cabeça, assim que eu soube que o bebê que estava dentro de mim era uma menina, eu não tive dúvidas que seu nome seria Primrose.
– O que faremos com esse menino? – Peeta diz entre gargalhada, eu desvio meus olhos, vendo nosso pequeno Fini pendurado em uma das árvores gritando algo como: “Eu sou igual à mamãe!” E eu não posso deixar de rir para ele.
Eu mostrara para Prim e Fini algumas cenas dos Jogos Vorazes. Claro, eu não os mostrara cenas como a morte de Rue – Eu não conseguiria assisti-la. – e muito menos a agonia de Cato ao ser devorado pelos bestantes. Eu não quero perturbá-los com os meus pesadelos. Mas, eu os mostrei as cenas em que eu estava na caverna com Peeta e eles se derreteram. Eles não precisam saber que aquele amor, naquela hora, não era real. Porém, a cena em que Peeta me dera a perola no massacre quaternário recompensou o meu peso de consciência.
Eu arrumo o arco nas mãos de Prim, e preparo uma das flechas. Ela segura a pena enquanto eu conserto sua mira em uma maça que eu colocara em cima de um pedaço de madeira. Ela suspira; Ora tremendo de ansiosidade, ora de frio. Eu solto seus braços, e Prim olha fixa para a maça com uma audácia que eu até então nunca vira, nem mesmo nos olhos daqueles que lutavam por sua sobrevivência na Arena.
– E agora, mamãe?
– Apenas solte a flecha.
Prim solta a flecha e eu a vejo pairar no ar liberando seu chiado contra o vento. A flecha crava na beirada da maça, e ambas rolam pelo chão. Fini bate palmas do topo da árvore, e a Peeta olha admirado. Prim gira sobre os calcanhares e me fita com seus olhos, sorrindo docemente.
– Lembre-se: Deixe seu arco sempre armado. – Eu digo tocando na ponta do nariz de minha filha. – Fini, venha aqui.
Prim e Fini param ao meu lado; Eu assobio o chamado do distrito 11 que Rue me ensinara. Eu recebo ecos como resposta. Eles cantam e eu os ouço e posando nos galhos de árvores.
– O que é isso? – Prim e Fini perguntam quase em coro.
– Mockingjays. – Eu sorrio.
Eu abro a minha jaqueta e seguro o broche com os meus dedos, desprendendo-o de minha camisa. Eu me ajoelho para ficar na altura de Prim e sorrio para ela. Deslizo o meu indicador quase congelado pela blusa, e a perfuro com a agulha fina do broche. Eu admiro o broche de tordo na camisa de Prim.
– O símbolo da rebelião para minha pequena Mockingjay. – Eu digo para Prim que me olha atenta, absorvendo tudo que eu digo.
Eu retiro o colar do meu pescoço e coloco no pescoço de Fini. Ele toca com cuidado a perola brilhante, vejo Peeta sorrir.
– Que isso lhe dê força e esperança, assim como seu pai me dera na Arena.
Eu me levanto, pegando-o no colo. Peeta pega Prim, e a coloca em cima dos ombros. Eu balanço Fini em meus braços como em uma gangorra, e sorrio para minha filha que agora ri.
– E que a sorte esteja sempre ao seu favor. 

Por Yara Lima

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