#1 Crônica Alguma esperança

quinta-feira, maio 30, 2013

Bom, lindas e lindos que estão lendo isso, compartilho com vocês uma das minhas crônicas preferidas que eu já escrevi; Espero que gostem dela, e sim, eu vi isso de verdade, e foi tão lindo que mal consegui descrever direito. Mas espero que sintam a essência da cena, e comentem o que acharam  : 3 

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         Eu estava dentro do ônibus, mais uma vez em pé, segurando-me firmemente na barra fria no topo de minha cabeça. O ônibus se sacode e as pessoas, também em pés, usam meu corpo como suporte para não caírem. Provavelmente, um sinal vermelho. Desviei os meus olhos para dentro de uma lanchonete do lado de fora, enquanto eu limpava o suor da palma das minhas mãos. 
       
        A pequena garota de aproximadamente cinco anos, girava seu corpo minusculo de um lado para o outro; Ela vestia um uniforme escolar sujo de tinta guache, e em suas mãos estava um milk-shake que mal cabia nelas. Assisto-a caminhar, com um ar adulto, porém infantil, até uma das mesas da lanchonete. Ela coloca o copo na mesa, e assim que se senta, de frente para o pai - e de frente para mim - ela direciona a boca para o canudo. Mas seu pai, toca no canudo desviando-o da boca da filha antes que elas atinjam seu alvo. A menininha abocanha o ar. 

        Ela levanta seus pequenos olhos, mirando o pai e vai, outra vez, tentar beber sua bebida. Eu posso sentir do outro lado da rua, dentro de um ônibus, que ela contêm o riso. Ela aproxima devagar do canudo, vigiando o pai, mas no último segundo, ele desvia o canudo, fazendo-a morder o ar novamente. E ela ri. Ela ri e faz o pai rir também. O pai a toca na ponta do nariz, e ela fecha os olhos sorrindo, enquanto eu assisto, completamente apaixonada pela cena.

      Em uma sociedade repleta de violência e hipocrisia, qualquer demonstração de amor é capaz de me encantar. Mas essa cena não. Essa cena não apenas me encantou. Eu senti uma imensa vontade de descer do ônibus e assistir de perto. De ser amorosa como aquele pai foi, doce como a menina ou apenas fazer parte da cena como o milk-shake. Mas eu não desci do ônibus, ou sequer acenei. Palavras não precisam serem ditas  para serem pronunciadas. Dentro de mim, eu parabenizei aquele pai e a garotinha, e desejei que algum dia todos pudessem ser como eles. 

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20 comentários

  1. Caramba, que crônica linda! Você escreve muito bem, parabéns! Vou voltar sempre aqui para ler mais '-'

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  2. Ai que crônica mais perfeita, parabéns!

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  3. Caralho muito perfeito, parabéns.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. que crôbica PERFEITA :), amei

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  6. Clindo mew, parabéns vc escreve muito *-*

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  7. aaaaaaaah *-* ameeeei.

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  8. muito linda,você escreve muito bem !! vou voltar aqui pra ler mais *_*

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  9. Muito lindo *u* Adorei

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  10. Como você, eu também vivenciei algo que para mim foi muito bonito . Contei para uma amiga e ela não deu tanta importância quanto você pareceu dar para seu momento . Você parece escrever as palavras que eu gostaria de encontrar para descrever tudo . Muito bom . Maryelle*

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  11. Ler essa crônica foi como ler um livro que te descreve um pouco . A sensação foi ótima . Obrigada por compartilhar . Beijos Maryelle

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