Mini-web: Meia-noite - Capítulo 3

sexta-feira, janeiro 03, 2014

You Will Go To The Paper Towns And Never Come Back | via Tumblr

     Obrigada Helô, Fran e Laura por me darem a certeza de que vocês acompanham a web e  que adoram, isso me motiva muito a escrever e me dá o desafio de surpreender vocês cada capítulo mais, e obrigada a todos vocês que acompanham a web, mas que não comentam nada, de alguma forma, eu sinto vocês também ♥ Bom, pra eu começar bem 2014, nada melhor que Cate e Adam e um pouco de palavras, certo?Enquanto alguns se sentem felizes soltando foguetes e bebendo, eu me encontro exatamente aqui. Então, aproveitem o capítulo de hoje e feliz 2014 para todos vocês hihi*


Capítulo III

"Nota em cima da cabeceira de Adam: Um- Não faça barulho.
 Dois- Ninguém pode saber. Três- Meia-noite é um bom horário para matar alguém."

        Cate mora sozinha em um pequeno apartamento que ela mesma comprou com o dinheiro conseguido trabalhando como jornalista; Não é muita coisa. Um pequeno lugar, com quatro cômodos apertados, pouca luz e muitas caixas de papelão cheias de livro. O sol nunca ilumina dentro do apartamento de Cate. Primeiro, porque o grande prédio ao lado o tampa por completo, e segundo, as cortinas estão constantemente fechadas. Mas, considere a existência do segundo fator devido ao primeiro; Cate não enxergava necessidade em abrir as cortinas já que, mesmo assim, não conseguiria ter um bom vislumbre do sol. O máximo que ela conseguia, abrindo-as, era ver o senhor cabeludo, que mora no prédio ao lado, trocando de roupa. E Cate decidiu que tal visão não valia a  pena a ser vistas.

       Afinal, existem mais coisas que Cate não considera que vale a pena. Uma delas era encontrar com aquele rapaz, o Adam, a meia-noite na praça. Cate não tem muita certeza se iria mesmo se o horário favorecesse. Ela mal o conhece, e ele parece saber muito sobre sua vida. Porém, ela está com o livro dele, que ela terminou de ler naquele mesmo dia, já que só faltavam algumas páginas para complementar a leitura, e ela deveria devolve-lo alguma hora. 

      Então, ela olha para o relógio. Onze horas da noite. E ela está vestida - Cate se olha no espelho. - razoavelmente bem. Digo, razoavelmente bem para ir a padaria, mas não para encontra-lo. "Mas não sei..." - Ela pensa consigo mesmo. "Eu não sei se poderia ir." Cate olha para o relógio outra vez, enquanto sua mão esquerda está em cima do livro que Adam emprestara para ele. Em um suspiro, ela se levanta, pega as chaves, e caminha até a porta sem olhar para trás. Porque no fundo nós sabemos que ela quer ir, e que desistir não seria algo bom.

     A praça a meia-noite parece confortável. A luz do poste parece estar com defeito, porque a cada cinco segundo exatos, ela treme e volta cada vez com menos luz. A noite está fria, mas Cate não se preocupou de pegar algum agasalho. Tudo que ela faz é seguir em direção a fonte da praça que se mantém ainda ligada, e se senta na beirada de concreto. Nenhum sinal, indicio, sombra ou qualquer outra coisa que demostre que Cate tem companhia. Mas ele está ali. Sentando, silenciosamente, ao lado oposto de Cate, não deixando com que ela o enxergue. 

     - Meia-noite é um bom horário... - Ele sussurra em contraste com o barulho da água caindo próximo as costas de Cate. Ela se vira assustada, e encontra Adam vestido suas roupas cotidianas e estranhas.

     - Bom horário para? - Cate sussurra mantendo aquela pequena distância entre eles. Uma pequena distância de segurança.

      - Um bom horário para matar alguém. - Ele sussurra. 

       Tudo que Cate faz é sorrir para ele. Um daqueles sorrisos largos, doces, que dá vontade de você tirar uma foto e guardar na carteira - foi o que Adam pensou, apesar da faca ali na cintura. Ela deveria ter algum peso, mas é leve.

       - Página 101, capítulo 15. Estou certa? - Ela pergunta jogando o livro de Adam para ele despreocupadamente, como se não existisse a possibilidade dele cair na água da fonte entre os dois.

      - Linha 27. - Ele complementa com um sorriso. - Você gosta...? - Ele pergunta apontando para a fonte, e com os olhos cravados ali.  Cate procura algo além, olhando para as árvores, mas depois percebe que ele falava da fonte.

     - Sim - Ela concorda admirando a forma com que a água caia singularmente e se espalhava de forma graciosa sobre a água que já estava caída. - Sabe... Existe beleza. Na forma como a água cai, e é jogada para cima outra vez. Sempre sabendo que vai cair. Entende... Adam? - Ela tenta dizer o nome dele, mas ela não possuía confiança suficiente em dizer aquele nome.

    - Entendo. - É tudo que Adam diz.

    - Você me chamou aqui á meia-noite só para dizer a frase do livro, ou quer ver se a frase do livro é realmente verdadeira? - Cate tenta sorrir, mas ameaça ali presente era tão grande que ela, na verdade, não conseguia. Porque ela sorriria, afinal, se aquele homem poderia realmente confiar naquela frase?

    - Com certeza não é a futilidade da primeira. - Adam diz passando o indicador na beirada da faca em sua cintura, mas Cate pensa que ele está, simplesmente, limpando algo em sua blusa. Entretanto, um arrepio sobe em sua coluna. - Porém, nem a maldade da segunda. - Adam sorri. - Venha, eu vou te mostrar um coisa.

     Adam pega, cautelosamente as mãos de Cate e a guia até uma pequena caixa metálica, fixada ao lado da fonte. Ele pega a faca, e com sua ponta afiada destrava o cadeado e mexe em alguns fios coloridos dentro daquela caixa. Ele agora, segura duas metades de um fio azul partido e levanta os olhos, fixando-os em Cate.

     - Ei.. Você está pronta? - Ele sorri para ela, e ela confirma. - Então olhe para a fonte.

     Adam junta os dois pedaços de fios e a beleza acontece. A fonte explode em cores coloridas e as árvores são iluminadas pelas cores dançantes que a fonte expele. E é lindo; As cores, alegres, belas, incendiando luz, e fazendo o coração de Cate agir cada vez mais alto. Cate pode até sentir o cheiro, cheiro de nuvem e chuva e... Amor? Seria esse o cheiro. Cate olha para Adam que acaba de fechar a caixa preta e  a pega pelas mãos.

     - Eu posso... Dançar com você? - Adam pergunta sem jeito, e assim que Cate confirma, ele a puxa para seus braços.

     Cate ouve a música, apesar dela não existir. Ela coloca a cabeça em cima dos ombros de Adam, e se deixa ser embalada. Ele cheira a lavanda e flores secas. É um cheiro bom sobretudo, e Cate o adora. Além disso, ele cheira á livros. Qual outro cheiro ele poderia ter se não esse?

    - Adam... - Cate o chama, com os lábios próximos á orelha dele. - Porque meia-noite?

    - Cate... - Ele retribui o jeito da voz dela. - Porque não meia-noite?
 
     Cate sorri, e Adam consegue sentir o sorriso, apesar de não poder vê-lo.

     - Porque tão tarde? - Cate muda sua forma de perguntar.

     - Porque meia-noite é a única hora que toda cidade esta morta. Um bom horário para matar alguém, Cate... - Ele sussurra com a voz rouca. - Mas isso não quer dizer que estamos mortos também.

     - Quer dizer que isso é ilegal? - Cate ri e faz uma careta de surpresa.

     - Ilegal, mas vale a pena. - Ele ri de volta.

     - Adam... - Ela pensa mais um pouco se deveria fazer essa pergunta, mas faz. - Porque sabia desde o inicio o meu nome?

      Adam não respondeu. Apenas se afastou de Cate, abriu a caixa preta outra vez e desligou as luzes. A beleza morreu, e Cate morreu ali no escuro. Meia-noite. Ela junta com os outros mortos da cidade, enquanto o último raio de luz da fonte pegou nos olhos de Adam antes de se apagar por completo.

    - E se eu te contar, Cate... Que acender essas luzes não foi a única coisa ilegal que eu já fiz?

    Cate desejou correr, e fugir, e qualquer outra coisa que pudesse tira-la da frente dele, até pensou em pular na água. Mas, não. Se manteve firme e abriu os lábios.

     - Mas valeu a pena? - Ela pergunta.

     - Se você considerar que você vale a pena, sim.

Fim do capítulo III

  Trecho da postagem  
"Hoje eu preciso te encontrar
de qualquer jeito. Nem que seja só
pra te levar pra casa."
- Jota quest

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7 comentários

  1. Que perfeito!! Adorei, você seria uma ótima escritora sabia? ♥

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  2. Gente *0* to cada vez mais apaixonada com a mini-web , que lindo! Morri kkk' da vontade de começar a ler e não parar nunca mais! Agora me diz Ya, por que tinha que acabar na melhor parte?? rsrsrsrs


    Beijos
    Helô

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  3. Nossa, adorei está ótimo!!! Onde posso ver o resto? Beijos, seguindo e curtindo a fanpage!

    www.queridovintage.blogspot.com.br

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  4. Nossa incrível ... Lindo de mais , não vejo a hora de ver o IV capítulo pra saber o que vai acontecer entre Adam e Cate <3 '

    Poor : Fraan '

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  5. Cada vez mais se superando... Amoo muito os dois: Adam e Cate! Adoro a historia dos dois.

    Sua fã, fofa
    Laurinha :D

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  6. achei esta page do nada e comecei a fuçar kkkkkk e achei está incrivel historia estou amando,parabéns vc é uma otima autora :) viciada em cate e adam kkkk :3

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  7. Tbm achei esse blog sem querer, procurando sujestoes de livros... e me deparei com cate e adam(que ja ganharam meu ♥ haha). Parabéns! O que li ate agr esta me prendendo mto.. to amando cada linha.. cada palavra.. é exatamente o tipo de livro que eu gosto. E eu queria te perguntar: ja pensou em postar essa historia no wattpad? Acho que iria receber mtas visualizaçoes alem de ter a chance de receber propostas de edtoras.. seria legal ver cate e adam por la! :D bjsss

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