Capítulo X: Cate e Adam

sábado, abril 26, 2014



   Hoje foi a primeira fez que escrevi Cate e Adam no papel (sim, é o papel na foto *u*); Mas, sei lá, eu nem consegui escrever muito. Faltava música, e digitar é bem mais fácil de transparecer os pensamentos das personagens, então acabei desistindo, não escrevo Cate e Adam em papéis mais kkk Eu tava deixando para postar a surpresa do vídeo com perguntas e respostas nesse capítulo 10, mas preferi prolongar mais a história e soltar o vídeo junto com o capítulo mais impactante da web. (Não, sem Spoilers para vocês x.x) Então é isso. O vídeo será postado junto com o Capítulo XII. Sim, em um capítulo em que a Cate estará narrando, então podem começar a imaginar possíveis situações e reviravoltas kkkkk A música desse capítulo é Explosions - Ellie Goulding na primeira parte, e Russian Roulette - Jack Savoretti na segunda parte.  :3 (Lembre-se de ler a letra da música depois)

Capítulo IX
Sob a perspectiva de Cate

PARTE I
Coloque a música, clicando aqui

     Café é o que tem me mantido acordada. Eu notoriamente não durmo a dias e o sono parece aparecer sempre na hora que não deveria. Eu sempre deito e é quase instantâneo que os meus pensamentos cheguem até ele; Em Adam. Em nós. Eu realmente não o entendo. A cabeça dele parece tão complexa e tão difícil de alcançar, e o que ele sente parece estar tão blindado dentro dele. Eu sempre achei que Adam era obscuro, misterioso e minha mente vivia gritando para que eu não me aproximasse, que não era certo eu sentir algo por alguém que eu sequer conhecia. Mas como não sentir nada por Adam? Como manter distância de alguém que te atrai de todos os modos possíveis?

     Eu penteio os meus cabelos castanhos para trás e os prendo em um rabo de cavalo alto. É uma postura dura, fria, séria e inabalável. Estável. Eu tenho precisado disso, de estabilidade. Eu me olho no espelho pela última vez, e os meus olhos azuis me encaram de volta. É um olhar pesado, que me arrepia por dentro. Eu ajeito a gola da minha blusa me lembrando que Adam dizia, em alguns momentos em que ele estava leve e despreocupado, que ele odiava quando eu me mantinha em uma aparência séria, quando eu prendia os meus cabelos e me continha dentro de algo que eu não sou. Talvez essa seja a minha vingança. Me tornar aquilo que ele odeia. Realmente me conter dentro de algo que eu realmente não sou. Eu abaixo os olhos. Mas, qual o preço disso?

      Eu saio do meu apartamento, checando vezes demais se eu tranquei a porta; O ar está pesado, com cheiro de fumaça e café. Eu sinto falta do peso de Momentos do por-do-sol em minhas mãos - mas, eu nego, e digo que não; Não quero admitir que sinto falta, que sinto saudades. Não quero admitir que eu não me importaria de ler apenas aquele livro o resto da minha vida. Mas, eu o joguei em Adam. E, agora, eu não tenho mais nada dele. Ele. Ele. Ele. Sempre ele dentro da minha cabeça.

      O escritório do jornal está movimentado apesar do dia parado, e todos olhos para mim quando eu entro. Talvez, porque eu estou diferente... Ou porque estou atrasada. Eu sento em frente ao meu computador, e o ligo, enquanto os meus olhos passam nos papéis em minha frente. Eu devo escrever sobre um acidente de carro que aconteceu na cidade. Ótimo, eu adoro escrever sobre acidentes. Eu reviro os meus olhos para os papéis.

- Você fica linda de cabelos presos. - Alguém diz perto de mim, e eu conheço essa voz. O meu chefe. Christian. 

- E você talvez fique, se calar a boca. - Eu digo encarando a tela do computador, fingindo estar falando sozinha. Okay, ele me elogiou, tudo bem e estou simplesmente sendo rude. Mas, ele sempre esteve atrás de mim, sempre me procurou, sempre quis ser algo além do meu chefe. E ele acha que vai ter chances me elogiando. Ele adorou aquilo que eu não sou, adorou o meu lado sério, adorou eu estar contida dentro de algo que eu não sou. Adam nunca aceitaria me ver tão presa assim. Ele me libertaria. 

- Você nunca vai me dar uma chance? - Ele pergunta girando a minha cadeira, me fazendo ficar de frente para ele e encarando os meus olhos. Algo passa de relance em minha cabeça... Eu preciso esquecer Adam, eu preciso simplesmente deixa-lo ir, já que ele está fazendo o mesmo comigo. Então, eis a minha oportunidade. A minha válvula de escape. Eu sorrio para Christian.

- Apenas uma. - Eu respondo. 


   Christian está vestindo uma camiseta simples cinza, calças jeans pretas e um tênis da mesma cor. Ele parece relaxado, calmo, enquanto dirige, e não apenas aquele homem do escritório. E ele é bonito. Tem olhos castanhos claros, cabelos negros e curtos. Mas nada supera Adam. Nada supera aqueles olhos verdes, ou aqueles cabelos ondulados e negros, ou aquelas pintas que compõe sua pele. Eu afasto Adam da minha cabeça. Eu não posso pensar nele mais quando ele não está disposto a pensar em mim. É idiotice colocar uma intensidade em algo que é incerto, em algo que foi feito para se quebrar. Em algo que cada dia é uma coisa diferente.

     Nós chegamos ao lugar onde Christian quer me levar: Um bar de alta classe da cidade. Ótimo, amo bares. Amo coisas de alta classe. Preferia mil vezes um encontro como o de Adam na praça, do que isso. Eu reviro os meus olhos por dentro, mas sorrio por fora. Christian parece satisfeito, e não quero tirar isso dele. Eu ajeito a minha jaqueta, enquanto saio do carro e Christian parece me espiar pelo canto dos olhos. Ele espia e sorri.

- O que foi? - Eu pergunto sem jeito, tirando as mãos da minha jaqueta que eu estava ajeitando.

- Você. - Ele sorri. - Toda hora arrumando essa jaqueta. E você não precisa disso.

- Por que não? - Eu ouso perguntar; Eu sou assim, curiosa, questionadora, gosto de tirar das pessoas o máximo que eu puder. Gosto de perguntas. Sempre gostei. Sempre vi uma certa beleza em perguntar aquilo que ninguém espera, e fazê-las pensar naquilo que elas nunca pensaram. Com Adam é diferente... Ele sempre sabe o que vou perguntar, ele sempre pensa naquilo que ninguém pensa.

- Porque... - Christian passa seus olhos por todo o meu corpo, e eu me sinto desconfortável, e pronta para revirar os meus olhos para o que vai vir logo em seguida... Mas, ele sobe os olhos, e olha dentro dos meus. - Porque isso não importa. O que importa está em um lugar que você não pode arrumar.

- Onde?

- Dentro de você. - Ele finaliza com um sorriso que faz o castanho claro de seus olhos se destacarem. É nesse momento que alguém te ganha ou te perde; Eu não queria admitir, mas Christian acaba de ganhar alguns pontos comigo. Ele me lembra Adam. Isso de saber o que dizer, isso de conseguir olhar nos olhos e ir além. E uma coisa me incomoda muito... A voz de Christian parece muito com a voz de Adam, principalmente rindo. E isso é como se pequenos pedaços de mim estivessem sempre se quebrando, mas ao mesmo tempo se reconstituindo. É uma dor satisfatória, ouvir a voz de Adam, só que em uma pessoa que não é ele.

   Nós entramos no bar, e escolhemos uma mesa para nós dois. E se eu simplesmente fechar os meus olhos, e apenas ouvir Christian conversando, será que seria mais fácil? Será que eu me sentiria melhor? Eu ouço Christian me contar algo engraçado, e isso me faz rir. Bom, ele é bom nisso, em me distrair. Por um momento eu sinto a minha cabeça mais leve e relaxada. Nós conversamos sobre algumas coisas, e ele me encheu de perguntas. Ele gosta de perguntas também, e eu sinto que por um segundo nós dois parecemos.

- Você quer dançar? - Christian pergunta quando começa a tocar uma música mais lenta. A primeira coisa que se passa em minha cabeça é rejeitar, mas eu fico sem respostas. - Vem. - Ele me pega pela mão e me puxa para cima, e para a pista de dança.

É uma música doce, e músicas doces me acalmar. Christian segura em minha cintura, me puxando para perto e tudo que eu posso fazer é passar os meus braços ao redor do pescoço dele. Eu me sinto desconfortável em olhar para os olhos dele, mas eu não posso desviar, não posso demonstrar medo igual um animal. Mas, então, eu vejo beleza ali. Naqueles olhos castanhos claros que parecem com um bege, que me lembra a areia da praia.

Christian sobe sua mão da minha cintura, até minhas costas, percorrendo o meu braço e chegando até o meu rosto.

- "O coração vazio que eu carrego já não é bom para a minha alma." - Ele sussurra sorrindo. - A música. - Ele sibila. - É linda. - Ele toca a minha bochecha com carinho. Ele se aproxima e eu fico sem reações. Ele se aproxima e me beija com ternura. Não é aquela selvageria de Adam, não é aquela sensação de vício. É algo calmo, algo tranquilo, algo que parece com a música que está tocando ao nosso redor. Eu me sinto presa na terra, sinto cada parte do meu corpo, e isso me causa um pouco de dor. Ele não é Adam, Cate - Eu penso, enquanto sinto esse beijo. - Então não finja como se fosse.

Eu me afasto um pouco dele, dando um último olhar e dou as costas para ele. Eu preciso ficar sozinha, entende? Longe de tudo que poderia fazer os meus pensamentos se modificarem. Porque é isso. Eu não quero tirar ele da minha cabeça. Talvez seja o certo, mas eu não quero. Eu vou para a mesa de bebidas, compro um uísque e vou andando para fora do bar, enquanto Christian parece tentar me chamar de volta.  E aquela voz me machuca; Porque é como ouvir Adam me pedindo para voltar, mas eu sei que se eu fizer isso, não será para ele que eu estarei voltando. Me sento em uma cadeira, na calçada, tentando pensar em uma forma de ir para casa. Christian desistiu, quando me viu saindo do bar e parece não se importar muito. Ótimo.

Eu abro o uísque e dou um gole. Eu odeio beber. Mas o faço mesmo assim. Esquenta e acomoda. O meu celular então, toca. Eu o pego e o atendo.

- Christian, me deixe em paz! - Eu digo para a pessoa do outro e isso provoca um longo silêncio. Ele não vai dizer nada...? Eu odeio aqueles que não reagem. Eu odeio aqueles que preferem a ordem do que o caos.

- Sorte que eu não sou o Christian, não é? - Ele diz, e a voz dele me causa algo estranho. Não. Realmente não era parecida com a de Christian. Porque sim, é Adam no telefone. E a voz ele causa um impacto muito mais forte em mim.

- Adam...? - Eu sussurro sem reações, sempre sem reações, enquanto fito o vazio.

- Se você for a Cate. - Ele pergunta engrossando a voz de um modo engraçado, e que faz com que ele ria de si próprio. Eu me mantenho séria. Quem ele pensa que é? O que o fez pensar que ele pode me ligar e rir como se nada tivesse acontecido.

- Você está bêbado, Adam. - Eu digo com raiva. Só assim para ele me ligar: Bêbado.

- E você é linda, Cate. - Ele provoca outra vez. E eu não sei, apesar da raiva eu me sinto bem, confortável.

-  O que te faz pensar que pode me ligar? - Eu ouso perguntar.

- Mas eu não posso...? - Ele retruca, e o barulho do outro lado é tão vazio, como se ele estivesse em um lugar escuro e vazio, e a sua voz ecoa e ecoa.

- Não. Não pode.

- Porque?

- Porque... Eu estou com outra pessoa.

- Com aquele Christian? Deve estar mesmo. Deve estar tanto com ele que até o mandou te deixar em paz.

- Cale a boca, Adam.

- Cate, só se você vier me calar.

- Quanta maturidade.

- Quanta sedução em uma pessoa só.

Eu sinto vontade de rir, mas não rio. Não posso.

- Cale. A. Boca. Adam. - Eu ordeno. Mas você sabe, se eu quisesse que ele realmente calasse, eu desligaria o telefone. Mas eu não quero. tudo que eu quero é Adam.

- Por que? - Ele pergunta.

- Porque tudo o que você diz não faz sentido e porque você está bêbado.

- Você também está bêbada.

- Não estou não.

- Você segura garrafa de uísque apenas por segurar, então?

Eu gelo. Será que ele está me vendo...? Eu olho ao redor.

- Você...? - Eu gaguejo.

Mas então, Adam desliga o telefone.

FIM DO CAPÍTULO

     Ficou grande hoje, eu sei kkkkk Então é isso. Como eu disse, o vídeo de Perguntas e respostas será postado junto com o Capítulo XII e vocês ainda podem mandar perguntas sobre o que vocês quiserem saber sobre a web, eu responderei todas no vídeo. Mandem as perguntas por comentário :3


      
       

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5 comentários

  1. kkk, ficou foda esse cap. Ya, principalmente esse finalzinho tenso ai kkkk
    uma pergunta pro vídeo: "O que a Cate pensou que iria acontecer ao sair com o Christian?" (faltou criatividade kkkk)

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  2. Qual o tamanho do pipiu do Cris e do Adam?

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  3. Primeiro as perguntas...
    "Você pretende colocar fantasia nessa web?"
    "Terá algo mais... hot, na web?"
    Parabéns, tô amando a história.
    Principalmente o boy dos green eyes... (suspiros)
    Continua, o mais rápido possível.

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  4. pq parou de escrever?

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  5. Parabéns pela mini-web!!
    Me apaixonei por Cate e Adam ♥ e estou morrendo de curiosidade pra ler logo os próximos capítulos. :D

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