Cate e Adam: Capítulo VIII

sexta-feira, abril 18, 2014

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     Hoje eu tive algumas ideias para a web e então, resolvi escrever para vocês antes que eu me esqueça *w* E no final dessa postagem eu tenho uma surpresa para vocês kkk espero que gostem :3 A música desse capítulo é The Staves - IcarusKeaton Henson - You don't know how lucky you are, coloque para tocar nessa ordem e a vale a pena ler a tradução depois porque se relaciona com o que eu escrevi kk  (não vou enrolar muito aqui hoje não, estou ansiosa para escrever y.y) (eu não ia enrolar, isso aqui só tinha um linha antes, mas acabei enrolando :p ) OBS: eu fiz um pequeno simbolo para finalizar os capítulos e é o mesmo que eu coloquei ali em cima nos links.

Capítulo VIII
Sob a perspectiva de Cate

        Eu, essa noite, dormi abraçada ao meu exemplar de Momentos do pôr-do-sol. Depois que eu descobri que Adam quem é o autor dele, eu tive vontade de lê-lo pela décima vez, dessa vez, colhendo cada parte do interior de Adam. Eu quero entendê-lo, eu quero saber o que passa exatamente dentro da cabeça dele. Eu estou deitada no pequeno sofá da sala, com as pernas balançando no ar, quando o telefone toca. Eu deixo o livro cair no chão, e corro até a escrivaninha capturando com meus dedos trêmulos o telefone. Meu coração gela quando o silêncio paira do outro lado, até que uma voz diz um "Alô?"; É uma voz feminina. Não é Adam. Não é a voz dele. Eu deixa meus olhos caírem, assim como o meu humor. Não é Adam há dias. Ele não me liga há dias. Ele não me procura há dias.

       Eu quase ordeno para que a mulher do outro lado da linha cale a boca. Ela não percebe que eu não quero conversar? Ela não percebe que eu, realmente, não estou prestando atenção nela? Ela enfim se despede, e eu deixo um suspiro sair por entre os meus lábios, enquanto eu caminho até o sofá outra vez e pego o livro de Adam que eu deixei cair no chão. Depois que ele me contou a verdade, que ele quem escreveu esse livro, ele me trouxe em casa e se despediu normalmente, como se fossemos nos ver no dia seguinte, como sempre. Mas... Não o vi, ele não veio, e eu não sei como procurar por ele. Ele sabe onde eu moro, tem meu número, sabe os dias que eu apareço na livraria. Mas eu não sei nada sobre ele. Mal um nome, mal uma personalidade, mal seus vícios. Mal sua marca preferida de cigarro.

       Eu olho para fora da janela. Ainda é cedo. O dia acabou de amanhecer e é uma sexta-feira. E o tempo está nublado. Ou talvez, esteja um dia bonito, mas eu seja incapaz de ver isso. Você sabe, nós temos essa mania de comparar o clima com o nosso humor, e bom, clima e humor nublado por enquanto, por um bom tempo. Tudo que eu sei é que Adam também frequenta aquela maldita livraria, então é o único lugar que eu posso ir. Eu troco de roupa, calço as minhas sapatilhas pretas e vou até a livraria.

       A bibliotecária, aquela  que não sabe seu próprio nome, me vê entrando pela porta e me cumprimenta com um sorriso radiante; Eu tento retribuir, mas sinto que não sai a altura.

- Bom dia, Cate, o que você faz aqui tão cedo? - Ela pergunta tirando seus olhos de mim, e os cravando outra vez no computador em sua frente, enquanto digita algo. 

- Você conhece algum Adam? - Eu ouso perguntar analisando as ações dela.

- O meu marido se chamava Adam. Ele morreu. - Ela diz parando de digitar. Eu a olho piedosamente, não tem como conversar isso com ela, ela não vai falar. 

- Tudo bem. Obrigada. - Eu agradeço entrando na livraria, e me sentando em um dos bancos entre as grandes prateleiras. Eu retiro o Momentos do por do sol da minha bolsa, e retomo a minha leitura. 

Sinto alguém se aproximar, e encostar na parede, olhando para mim. Eu me seguro para não sorrir. Ele simplesmente não merece sorrisos agora.

- Que estranho, sem cigarros. - Eu digo com os olhos ainda cravados no livro em minhas mãos. - Não é nesse horário que você fuma os seus cigarros? 

- Hm... - Ele faz um barulho fosco como se estivesse me analisando. Eu não ouso olhar para ele, eu não ouso mover os meus olhos em qualquer outra direção. - Eu já os fumei. - Ele diz por fim. 

Eu apenas concordo com a cabeça, sem vontade de dizer nada para ele... Ou na verdade, talvez eu não saiba o que dizer. Adam tem esse efeito de sugar as minhas palavras e as colocar tão distantes de mim.

- Você está nervosa...? - Ele pergunta ainda encostado na parede.

- O que você acha, Adam? Você simplesmente sumiu por dias. Não me ligou, não me visitou, sequer deixou algum recado, alguma mensagem, qualquer coisa que mostrasse que você se importa. 

- Eu ouvi a sua voz, e vim. Não quer dizer nada para você? - Eu levanto os meus olhos, e ele está me encarando de braços cruzados, como se ele fosse um espelho e estivesse refletindo toda a minha raiva. Como ele ousa estar com raiva...?

- Não, Adam! Não quer dizer nada! Eu que vim até aqui, procurando por você, porque é o único lugar que eu sei que você frequenta. Porque eu não sei aonde você mora, eu não tenho o seu número, não sei nada de você, quando você sabe tudo de mim. E, olhe só, eu que te procurei, afinal! - Eu digo fechando o livro e o seguro com força. 

- Cate, eu não tenho nenhuma obrigação com você! Não somos nada um do outro. Então não aja como se tivesse, não me cobre coisas como se você pudesse cobrar! - Ele diz me olhando daquele modo desafiador, como se eu fosse apenas mais um problema a ser resolvido. Então é isso, afinal? Apenas mais uma?

- Agora é simplesmente assim?! - Eu me levanto e cruzo os meus braços também. - Não foi assim aquele dia aqui no terraço da livraria, não foi assim no dia da praça, não foi assim em qualquer outro dia...

- Mas agora é, Cate. - Ele diz friamente.

Eu realmente não consigo entendê-lo. Como em um dia ele poderia estar completamente doce, e no outro completamente o oposto disso...? Ele sequer parece o Adam que eu conheço, ele sequer tem o mesmo brilho nos olhos, ele sequer demostra qualquer sentimento. 

- Tudo bem. Tome isso. - Eu jogo para ele o livro, e ele o captura instintivamente. 

Eu dou as costas para ele, e saiu da livraria sem sequer olhar para trás. Como Adam consegue se transformar tão facilmente, como ele consegue dizer essas palavras como se elas fossem verdade? Algo deve ter acontecido, e ele deve estar nervoso. Ou ele realmente nunca sentiu nada... Esses pensamentos dominam a minha cabeça enquanto eu caminho até o meu apartamento. Eu repasso as palavras dele em minha cabeça. O que ele disse agora, e o que ele disse a dias antes. Sequer parece a mesma pessoa. Parecem duas pessoas distintas, com personalidades distintas e até a aparência não parece a mesma. O que realmente se passa na cabeça de Adam? Então... Eu me lembro de uma coisa. A garota de Momentos do por do sol, gosta de um garoto, como eu já havia dito... Só que esse garoto muda muito de personalidade e isso se parece muito com Adam. Adam deve ter criado esse personagem se inspirando em si mesmo. O garoto era bipolar... Então, isso só pode significar em uma coisa. 

O meu celular toca impedindo os meus pensamentos e os quebrando em pedaços. Um número desconhecido aparece na tela. Eu me seguro para não atender, mas quando eu percebo, eu já o fiz. 

- Esse é o meu número, para você não dizer que não sabe nada sobre mim. - Ele diz em um tom nervoso. - E não me procure mais. Se eu quisesse, eu iria falar com você.

E ele simplesmente desliga. 

Sem deixar que eu diga alguma palavra. Sem deixar com que eu pelo menos formule algo para dizer.

Isso apenas confirma ainda mais a minha teoria de Adam ter criado aquele personagem a sua imagem e semelhança; Eu olho para o asfalto. Esse era um lado dele que eu não conhecia, um lado dele que eu escolheria nunca escolher se eu pudesse. Porque, pelo pouco que eu pude perceber da nossa convivência... Nós somos polos opostos, mas ao mesmo tempo parecemos muito. É como se eu fosse o oposto dele, mas tivesse um pouco dele dentro de mim também. Só que Adam, além de ser o meu oposto, ele acaba sendo oposto de si mesmo ao mesmo tempo. Como se tivesse um círculo partido ao meio, onde um lado seria eu e o outro seria Adam. Mas, o lado de Adam, é divido ao meio de novo... Ou seja ele tem dois polos, bipolar. 

Sendo que um polo dele me ama e faria tudo por mim, e o outro me odeia, e quer me afastar.

O problema é: Como eu posso viver assim? Com alguém que me ama e me odeia ao mesmo tempo? E, afinal, qual dos dois lados ele prefere ouvir?

Fim do capítulo VIII

   Bom, esse foi o capítulo de hoje. Meio tenso, eu sei, mas como eu disse, Cate e Adam se inspira na vida real e como nós sabemos, nem tudo é bom e certo na maior parte do tempo. Mas prometo que as coisas sempre vão melhorar kkk

   E agora a surpresa que eu disse: Bom, eu vou fazer um Perguntas&Respostas sobre Cate e Adam. Vocês podem fazer qualquer tipo de pergunta, e eu serei obrigada a responder tudo. Então, mandem suas dúvidas sobre a web série que eu responderei para vocês na próxima postagem. Pode ser qualquer tipo de pergunta, desde o que vai acontecer no final, minhas expectativas, no que eu me inspiro, tudo mesmo. E nessa postagem do perguntas&Respostas eu vou apresentar para vocês a capa da Web (como se fosse a capa de um livro  ) Então participem. Podem mandar as perguntas, quantas vocês quiserem, por comentário :3 Talvez eu faça por vídeo as respostas kkk 
       
      

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4 comentários

  1. No que você se inspira para criar os capítulos? De onde surgiu a ideia de criar essa web?

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  2. Eu quero saber uma coisa... o Adam é um fantasma?...eu fico me perguntando qual é o segredo que ele não quer contar pra ela agora

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    Respostas
    1. Ás vezes, eu também fico me perguntando se o Adam é um fantasma, mas nunca tenho a confirmação, haha Sim, e o segredo que ele não quer contar para ela agora foi dito no capítulo anterior: que ele não tem casa e mora na biblioteca.

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  3. Eu tenho uma duvida...o Adam é um fantasma?.. eu me pergunto qual é o segredo que não quer revelar pra ela nesse momento...

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