Capítulo II - A garota dos defeitos

quarta-feira, maio 21, 2014

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Okay, eu sei, eu estou muito ausente e demorando muito para postar, e deixando vocês curiosos, mas como eu explique na postagem anterior, eu tenho os meus motivos hasuhaus u.u Mas, é isso, o capítulo II está aqui (Lembrando que ela não é minha, e sim da Tamires Rodrigues que pediu para eu postar no blog a história dela ♥ )

CAPITULO I 

 Me encosto na parede, fechando os olhos – Eu não sou o tipo de garota que desobedece os pais por que diabos eu resolvi começar logo agora? 

– Não tem ninguém – Ele murmurou voltando.
 – Tem certeza ?
 – Ninguém – repetiu.

 Fiquei andando de um lado para o outro como costumo fazer sempre que fico nervosa e ansiosa, e pelo canto do olho, vejo o cidadão sorrindo  faço o mesmo mas por finalmente ter uma ideia.

 – Eu quero a sua roupa. – Eu falei parando na frente dele.
 Ele não pareceu nem um pouco surpreso, como se coisas assim acontecessem todos os dias. 
– Não – Ele disse cruzando os braços de forma presunçosa – você quer me ver sem ela . – Revirei os olhos.  Admita . 
– Se isso manter seu ego em pé – falei . – Acredite no que quiser. 

O garoto riu, passando as mãos pelo cabelos negros. E eu devo admitir ele tinha uma aparência incrível  bochechas salientes, queixo forte, olhos esmeraldas penetrantes. Apenas o sorriso dizia: Eu não me importo com o que você pensa de mim. O andar complementava o todo – cheio de graça , e confiante.

– Quem está avaliando quem agora? – A voz dele me tirou da minha avaliação 
 Levantei os olhos até ele, e ao contrario de mim ele não ficou desconfortável. Sem nem me dar tempo para respirar ou sentir vergonha , eu disse:

 – Preciso sair daqui, e não pode ser assim, ele vai me reconhecer. 
 Quem ? 
soltei o ar.
 Só me dê a jaqueta, você pode me seguir até a saída e eu te devolvo lá .

  Para minha surpresa ele tirou a jaqueta de couro preta ficando com uma camiseta de manga comprida cinza, que agarrava os músculos do braço dele como se tivesse sido feita para isso. Estiquei a mão para pegar a jaqueta, mas claro que não podia ser tão fácil.
  Seu número  Ele disse segurando o pedaço de couro preto.
  Suspirei e sabe-se lá porque só lembrei de dar um número errado depois . 
– Só por curiosidade – Ele disse, enquanto eu vestia a jaqueta que praticamente engoliu meu corpo. – Qual seu nome? 

 Suzanne – falei. – E o seu ? 
Gabriel – murmurou segurando a porta do banheiro para eu passar. Sorri em agradecimento.
 – De quem você está fugindo? – Gabriel perguntou diminuindo o passo para me acompanhar.
 – Meu pai. – Respondi encolhendo os ombros. 
– E o que você fez? – disse e eu pude notar que por trás da voz rouca ele escondia um sorriso.
  Tirei nota baixa em matemática . – Quais as chances de Gabriel me ver novamente?
 _ Você ficou de castigo por tirar nota baixa? – Gabriel disse lentamente como se fosse difícil de acreditar.
  Sim. Algum problema? – Perguntei, começando a ficar nervosa com ele.
 – E o que acontece se você não escovar os dentes, ou não arrumar a cama ? 
 Você precisa ser tão babaca – surtei . _– Não é capaz de fazer nada além de me irritar ? 
 Ele riu. 
Eu sei fazer muitas coisas Suzanne, você só precisa me dizer quando, e eu posso te mostrar . 
Abro a boca, mas não consigo pensar em nada para dizer. Só tiro a jaqueta e entrego para ele.
  Obrigada – eu disse atravessado a saída. Alguns passos de distância achei ter ouvido meu nome – mas não virei para trás para ter certeza. 

O caminho inteiro de volta para casa eu só fiquei pensando que desculpa eu iria inventar se meu pai chegasse antes de mim em casa. Provavelmente eu iria ficar de castigo até completar 104 anos. Eu nunca tinha fugido de uma punição antes – e não estava particularmente ansiosa para tentar novamente. 

O céu estava um mistura de azul e rosa, o chão estava coberto de folhas secas . O vento gelado de final de tarde bagunçava ainda mais meu cabelo. Consegui apenas trocar meu suéter, por um moletom e meu all star por um chinelo, antes de ouvir o motor do carro do meu pai e a porta do meu quarto se abrir com uma batida brusca. 

 Como? Eu achei que... – meu pai gaguejou com uma expressão confusa . – Vi alguém parecida com você hoje.  Aposto que sim.

 – Hum... – murmurei tentando parecer irritada por estar de castigo , e não culpada, e só um pouco com medo de ser pega.

 – Comprou as ferramentas que queria? 

 Meu pai trabalha com demolições e construções e sempre precisa de coisas que destroem coisas.

– Não – ele disse– Eu fui ao shopping.
  Ah... – falei pegando um dos livros de calculo espalhados pela minha escrivaninha.
  Eu já vou trabalhar vim apenas para... Apenas para me despedir. 
 Eu sabia que não era verdade. 
ok, até amanhã – murmurei me escorando nos travesseiros da cama .
 – Até amanhã – disse saindo. 

 Meu pai as vezes chega tarde ou passa a noite no trabalho – acontece o mesmo com a minha mãe, embora ela trabalhe para uma das mais maiores cadeias de hotéis da cidade. Baixei o olhar entendendo o que estava errado com o livro. Ele estava de cabeça para baixo. Encarei a porta fechada do meu quarto, foi fácil demais. Será que ele percebeu?

FIM DO CAPÍTULO
 

 Tamires Rodrigues (podem chama-la de Tatáh) tem 16 anos, e é meio parecida com a personagem principal. Ela acha que é uma romântica incurável. É apaixonada por livros e que de certa forma vive em um universo totalmente distante para a maioria das pessoas. Amante da escrita, desde que consegue se lembrar, fanática por chocolate, e que só toma chá por não gostar do gosto do café - embora ame o cheiro. 

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4 comentários

  1. Estou amando! Ler isso deixa a pessoa com cada vez mais vontade de ler...você deveria postar os capitulos mais vezes.. De qualquer forma, parabéns a você pelo blog e a Tamires, pela bela web. Abraço.

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    1. Muito obrigado ! ><
      Tatáh

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  2. nossa amei .. so que nao sei com fasso para ler os outros capitulos ..:(

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  3. É uma história que eu realmente quero terminar de ler, se quiser postar os outros capítulos <3

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