Capítulo XI: Cate e Adam

sábado, maio 17, 2014

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   É, eu sei, eu sumi :C alguns mandaram e-mail perguntando se eu havia desistido de Cate e Adam, e outros estavam preocupados, mas eu tenho meus motivos. Essas últimas semanas eu estava cheia de trabalhos para fazer, era semana de provas finais, e estou treinando para o campeonato mineiro de Kung fu *u* Além disso arrumei uma dor no pulso esquerdo, de tanto escrever e de treinar, e tive que dar uma parada nos meus textos. Mas, eu voltei *--* E hoje tem Cate e Adam ♥ ♥ Bom, o vídeo que vou fazer respondendo as perguntas de vocês será postado junto com o próximo capítulo e terá um bônus, com uma capa que fiz de Cate e Adam como se fosse a cada de um livro. Eu estou muito animada hsuahus' mas enfim... Vamos para o capítulo de hoje. A música de hoje é Hozier - Cherry Wine

Capítulo XI
Sob a perspectiva de Adam

         Eu gosto de dias frios. Gosto dessa sensação do frio de fora competindo com o frio de dentro. Eu sei. Metáforas. Eu já estou falando como a Cate. Mas, você sabe, ela já está dentro de mim como um órgão. Se fosse para escolher algum para ela ser, eu, sem dúvidas, escolheria coração. Não pela aquela coisa melosa e romântica que o coração simboliza, mas sim por sua função biológica. Ele bate, assim como Cate bate em mim, e é fundamental; Sem ele, qualquer um morre. É isso que a falta de Cate causa em mim: A minha morte.

       Eu estou olhando para ela. Eu estou escondido no escuro de um beco do outro lado da rua, enquanto ela está em frente ao bar. Eu soube que ela saiu com um cara. E isso não me agradou nem um pouco. Não, sem ciúmes, mas bom... Bares não são lugares para encontros, alguém tinha que avisar para esse filho da... ér... para esse homem. 

    Cate ainda está com o celular contra a orelha, como se eu ainda estivesse conversando com ela, embora eu já tenha desligado há um minuto. Ela parece não se conformar, e fica ali, parada, estática, daquele modo que se qualquer pessoa esbarrar nela, vai conseguir derruba-la. O que a mantem em pé? Eu ainda não sei. E bom, eu poderia ir até lá e ser essa coisa que a mantém erguida. Mas... Não parece certo. Eu e ela não parece certo, e até agora eu não entendo o que me fez ligar para ela. Eu continuo espiando-a, me segurando para não correr até lá e abraça-la. Cate, enfim, se move, desligando o celular e o enfiando no bolso. Ela encara a garrafa de uísque em seus dedos e dá um gole, em perfeita sincronia em que eu faço o mesmo do outro lado. Será que ela sente o meu vazio?

     Da distância que eu estou é impossível de conseguir ver os olhos dela, e vê-los é uma das coisas que eu mais sinto falta. Não da cor deles, ou da inocência que eles carregam, mas sim daquele brilho único que eu nunca encontrei nos olhos de outra garota. Cate é única. Sim, ela merece saber disso, mas eu não a mereço. Enquanto ela é única, eu sou muito comum. Não tenho nada a oferecer, nada que a segure ao meu lado. Quando ela conhecer o que eu sou, quem eu sou, ela vai se afastar... Então é melhor que eu me afaste primeiro. 

      Eu dou as costas para a imagem de Cate, e termino de entrar no beco estreito e escuro, enquanto eu bebo a minha bebida. Eu não tenho muitos lugares para ir, mas eu preciso arrumar alguma coisa para fazer, algum trabalho. A caixa de cigarros que está no meu bolso é a última que eu posso comprar, e essa garrafa de bebida a última que eu posso beber. Mas... Bom... Quem vai contratar alguém como eu? Alguém que fede a cigarros e vive de ressacas? Eu me contenho para não jogar a garrafa contra as paredes por raiva. 

      - Adam? - Alguém pergunta dentro do beco.

     - Sim. Eu. - Eu respondo de volta.

     - Você trouxe o que eu pedi? - Ele pergunta aparecendo, e me encarando. Eu sequer sei como é que eu estou. Estou usando um gorro azul marinho, e a minha camisa xadrez está amarrotada assim como o meu jeans preto. Olheiras? Sim, eu devo estar com merdas de olheiras também.

       - Sim. - Eu digo enfiando a mão no meu bolso e retiro a corrente de ouro. - É tudo que eu consegui roubar. - Eu digo dando de ombros.

         Thomas pega a corrente e a olha, revirando-a em seus dedos.

        - É essa mesmo. - Ele confirma, dando um largo sorriso. - Foi difícil?

         - Não muito. - Eu dou de ombros, e encaro o sorriso dele. - E onde está o dinheiro?

         Thomas me encara por um breve momento, e me dá o dinheiro com relutância. Não é muito, mas é o suficiente e tudo que eu posso conseguir por enquanto. Você pode estar pensando o tipo asqueroso de pessoa que eu sou; Eu sou um ladrão e fiz o que fiz com Cate. Bom, o que fiz com Cate tem seus motivos e eu roubo apenas aquilo que já foi roubado. Thomas teve sua casa arrombada a alguns dias, e roubaram as jóias de sua esposa; Então, tudo que eu fiz foi rouba-las de volta. Isso de viver em becos, na rua, apenas bebendo e fumando, me fez conhecer os principais criminosos da cidade. Se eu tenho medo de morrer..? Não. Não tenho. Qualquer pessoa em minha situação não teria. Cate é um problema nisso também; Com ela, pela primeira vez, eu tive vontade de viver e o medo da morte era constante. Eu não poderia viver assim, com medos. Cate vale a pena, mas me dá vários motivos e coisas para perder. Eu não quero perder mais nada. 

       Eu dou as costas para Thomas, e ouço os passos dele indo embora também. Por quanto tempo eu vou aguentar viver de roubos? - Eu ouço a minha mente me pergunta, mas eu relevo; Não posso pensar dessa forma, não posso pensar nisso. Eu caminho para a livraria, e destravo a porta em um solavanco. As luzes estão misteriosamente acessas; Já é de madrugada e a livraria sempre fecha as nove da noite. 

      Eu apoio a minha garrafa de uísque no chão, e faço silêncio, procurando por algum barulho. Ouço pequenos cochichos, e o barulho de algo sendo arrastado. Eu caminho silenciosamente em direção ao barulho, me esgueirando. O barulho vem do comodo ao lado, e eu espio. Um grupo de ladrões estão procurando pelo dinheiro, e fazendo uma bagunça nos papéis, livros e mobílias. Isso ferve o meu sangue. Isso aqui é tudo que eu tenho. Se isso aqui fechar por não ter dinheiro para se manter em vou para a rua... Eu, então, me encosto na parede, parando de espia-los e respiro fundo. Eu preciso fazer algo. Eu sei o que fazer.

      Eu solto um pequeno assobio. Os ladrões param de fazer barulho, e o silêncio se instaura do outro lado. Eu ouço passos, uma única pessoa estão vindo. Assim que esse ladrão sai do comodo, eu o puxo pelo pescoço, derrubando-o no chão, e fazendo com que ele bata a cabeça, e desmaie. O barulho faz com que os outros ladrões venham até mim. Eu corro até as escadas que levam para o terraço da livraria. São quatro ladrões atrás de mim, mas eles não parecem estar armados. Eles já teriam atirado; 

     Eu subo as escadas, mas deixo a pequena porta aberta; Um convite para que eles entrem. Eles começam a subir e formam uma pequena roda, me deixando ao meio. Eles me encaram com aquele pequeno sorriso de vitória já em seus lábios; Afinal, são quatro contra um. Quatro ladrões contra um bêbado. 

    - Quem vai ser o primeiro? - Eu pergunto passando os meus olhos por cada um. Eu estou tão indiferente que isso os deixa com um pouco de receio. Ninguém se aproxima. Eu dou de ombros.

   Eu pego um dos ladrões pelo pescoço, derrubando-o e caindo em cima dele, enchendo-o de socos. Um outro se aproxima de mim, tentando me pegar, mas eu me levanto rapidamente, chutando-o nas pernas e fazendo com que ele caia de joelhos, e finalizo com um soco na cabeça. O terceiro, então, se aproxima de mim com um pedaço de madeira que ele encontrou jogada no chão. Ele tenta atingir a minha cabeça, mas por instinto em coloco o meu braço na frente, para amortecer o impacto. Dói infernalmente o meu braço. Eu me afasto. O ladrão tenta me atingir, mas eu apenas desvio dos seus golpes, e em um momento de deslize dele, em que ele perde o equilíbrio, eu o derrubo, tirando a madeira de seus braços e batendo nele nas costelas, até que ele desmaie. 

     Bom, é isso, eu terminei. 

     Eu costumava praticar artes marciais quando eu era mais jovem, e certa coisas, nada apaga de dentro de nós. Eu pego um dos homem e o coloco em cima dos meus ombros; Eu não posso chamar a polícia, eu não tenho ninguém para ligar. Então, tudo que posso fazer é me livrar deles... Eu, um por um um, levo os homens até o parque ao lado da livraria e os jogo entre os arbustos. Os impactos foram suficientes para eles se esquecerem de como conseguiram eles, e serem incapazes de se levantarem. 

     Eu volto para a livraria, e começo a arrumar toda aquela bagunça. até que os meus dedos esbarram em alguma coisa que solta um pequeno barulho; Uma máquina de escrever. Eu encaro a máquina, com o meu dedo ainda apoiado contra tecla "C" que acidentalmente foi digitada. O papel que já estava ali na máquina agora possui uma letra C em seu conteúdo. Sim... Certas coisas nada apaga de dentro de nós. Eu me sento na cadeira e encaro a máquina de escrever. Eu nunca tive coragem de voltar a escrever, mas algo me diz que eu devo fazer isso agora. Então, eu uso aquele C que eu acidentalmente digitei, e termino de digitar. Forma um miúdo "Cate e Adam" no topo do papel. Um pequeno presente para mim mesmo e para Cate. Uma forma de esquecer. Então, eu começo a escrever sobre nós dois. E eu esqueço totalmente que eu tenho cigarros para tomar, e uma garrafa de uísque cheia para beber. 


è isso ♥ Agora, é só vocês esperarem pelo próximo capítulo que será repleto de surpresas *-* Vocês ainda podem mandar perguntas sobre a web para eu colocar no video de perguntas e resposta kk 



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1 comentários

  1. Eles voltaram!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ain, tava com tanta saudade desse casal maravilhoso.

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