Capítulo XIII - Cate & Adam

domingo, junho 15, 2014

Paying it forward. | via Tumblr

  Depois de uma semana me segurando para não postar esse capítulo logo, aqui está o capítulo XIII ♥.♥ Bom, eu estava doida para vocês descobrirem logo o que aconteceria depois do episódio com a Cate e muitos me encheram de perguntas. "afinal, Ya, a Cate morreu? E o Christian, o que aconteceu?" Caaalma gente hsuahsuahs vocês vão descobrir com o tempo *w* (É, e sim, eu estou doidinha da cabeça hoje u.u) Mas, vamos para o capítulo de hoje; A música de hoje será Vulnerable - Sarah Jaffe (lembrem de ler a letra depois clicando aqui) e músiquinha bônus para vocês (clique aqui)

Capítulo XIII
Sob a perspectiva de Adam

        Ninguém nunca precisou de ninguém para sobreviver - É o que eu penso quando vejo Cate me dando as costas depois de eu afastá-la com as minhas palavras. A minha última frase continua ecoando dentro da minha cabeça de uma forma bem mais imbecil e falsa do que elas deveriam ser. "Cate, nós não temos o que conversar, vá para o seu encontro." - Foi o que eu disse para Cate; Mal ela sabia que o que eu mais quero agora, vendo ela se afastar cada vez mais de mim e seus longos cabelos castanhos balançando enquanto ela caminha, é que eu quero puxá-la para os meus braços e abraça-la. Ela vai em um encontro com aquele cara. O Chris-ti-an. Christian. Aquele imbecil. Não. Realmente. Nada pessoal entre ele e eu, mas... Não quero que a minha Cate seja levada para qualquer encontro, certo? Certo. Ela não é a minha Cate. Mas, entre nós, finja que sim. Só por um segundo. Mas como eu disse, ninguém nunca precisou de ninguém para sobreviver.

       Então, ao cheiro do perfume de Cate no ar e nessa escura noite de sábado, eu continuo a arrumar as prateleiras dos livros. Eu tento não pensar muito no que a Cate disse, mas é meio que involuntária essa vontade da minha mente de me colocar constantemente ao lado dela. Ela estava certa a alguns minutos atrás ao dizer que eu faço coisas discretamente por ela, e eu tive a decência de mentir e dizer que não, que eu nunca fiz nada por ela e que tudo que eu faço é apenas - revirando os olhos - provocação. Caramba. Quem eu estou tentando enganar afinal? A Cate ou a mim? Recentemente, eu sé tenho enganado a mim mesmo. Cate não parece mais cair nas minhas mentiras.

       Eu termino com a última prateleira, e os meus olhos se cruzam com o de Heloíse, a bibliotecária. Ela me dá um sorriso de aprovação e eu percebo que eu o rosto dela está riscado de caneta azul; Eu não vou contar. Então, eu apenas sorrio de volta que na verdade é um pequeno riso para o descuido dela - Ela constantemente se risca e eu nem entendo como ela consegue isso. Mas, enfim. Esse sou eu enchendo a minha cabeça de besteiras para não pensar na única coisa que eu realmente quero pensar (Cate) e no que realmente me faz sorrir (Cate também); 

      - Você poderia me ajudar a fechar as janelas, Ed? - Ela sugere passando seus olhos pelas janelas abertas que deveriam tirar o cheiro de poeira daqui de dentro, mas não faz nada disso. Eu já me acostumei com isso; Dela sempre me chamando de Ed ou Edward - Um nome alternativo que criei para ela  não saber o meu verdadeiro nome. Ela tem uma espécie de surto quando ouve o nome "Adam", por ser o nome de seu falecido marido.

        Eu concordo com a minha cabeça e caminho até as janelas, as fechando. Eu vejo algumas viaturas correndo pelas ruas com as sirenes ligadas e uma ambulância indo em direção a estrada que sai da cidade. Os meus olhos a seguem até que ela some por completo na frente. Deve estar acontecendo mais uma briga entre gangues por aqui; Ou um assassino está a solta. Eu termino de fechar as janelas com rapidez. 

         - O que você costuma fazer sábado a noite? - Heloíse pergunta curiosa sem me olhar. Ela está presa o suficiente em seus papéis para conseguir, ao mesmo, dividir a sua atenção. Ela nunca parou para conversar assim comigo. Normalmente, nossa relação é apenas de "Ed, faça isso", "Ed, faça aquilo" ou "Ed, estou indo embora." mas... Ela nunca parou para conhecer mais de mim. E eu preferia assim. O silêncio.

         - Hmm... - Eu murmuro. - Nada de mais. Fico lendo alguns livros. - Eu digo sem dar importância. Eu não sei se ela confia em mim, eu sequer sei se deveria, mas eu estou aqui á cerca de um ano e nunca aconteceu nada de errado. Na verdade, eu já protegi a livraria duas vezes de ataques de ladrões. Mas é normal que as pessoas se sintam desconfiadas com desconhecidos. 

         - Tudo bem. - Ela diz dobrando os papéis que estava lendo, e os joga com nenhum cuidado dentro da gaveta da mesa, finalizando com um ajeitar no óculos usando a ponta do indicado. - Eu estou indo embora. - Ela diz fazendo voltar aquela velha Heloísa que eu conheço. Mas, sei lá, por um momento eu sinto vontade de retribuir, de conhecer mais também.

E quando ela já está se afastando, eu resolvo perguntar:

- E você, o que costuma fazer sábado a noite? 

- Bom, você sabe, nada de mais. Eu fico lendo alguns livros. - Ela diz soltando um sorriso cúmplice e se afasta, saindo da livraria e trancando a porta. E eu analiso cada uma das ações dela como se cada uma fosse particularmente preciosa. É isso que aqueles que não tem mais nada fazem: Se refugiam em livros. 

     Eu dou as costas assim que ela se afasta e desliga a chave de energia me deixando no escuro. Eu já acostumei com cada canto da livraria, então, sem nenhuma dificuldade, em vou até a escada e a subo devagar. Assim que chego no segundo andar, eu tateio o abajur a pilha e o acendo. A luz faz com que toda escrivaninha se ilumine por completo e destaca a máquina de escrever. Eu menti. Outra vez, eu sei. Eu sou repleto de mentirar. Eu não passo as minhas noites lendo. E sim escrevendo. Constantemente escrevendo. É a minha válvula de escape. Enquanto ler é o meu refúgio, escrever é a minha forma de lutar e reagir. Eu me sento na cadeira, ficando de frente para a máquina de escrever e apoiando os meus dedos nela.

        Eu já escrevi cerca de cinquenta páginas e eu não sinto vontade nenhuma de escrever. Eu coloco um papel novo ali dentro e começo a digitar freneticamente as minhas palavras. Uma pequena coisa para Cate. Um pequeno presente de mim para ela que ela, provavelmente nunca terá, mas eu gosto de pensar que sim, de imaginar a presença dela aqui atrás de mim, lendo as palavras saindo ainda frescas dessa máquina. Ah, e bom seria se ela tivesse. Se o cheiro dela viesse e ficasse e não se dissipasse daquele modo que eu eu já estou acostumado. Mas a verdade é que eu nunca serei o cara certo para ela. Nunca serei aquele homem perfeito que ela deve ter sonhado quando era apenas uma criança. Nunca serei aquele cara que trará rosas e dirá coisas bonitas a hora que ela quiser; Eu não consigo ser assim, eu não sou assim. Mas... Cate tem o meu coração. Eu já a tatuei ali dentro e isso é uma coisa que não tem mais volta. Eu sempre vou ser aquele que vai amá-la mesmo não sendo digno dela. Você deve entender isso... De não merecer alguém, mas amar tal pessoa com toda a sua força.

         Eu termino o meu pequeno presente com a seguinte frase "Eu não tenho nada, Cate, mas você tem tudo aquilo que eu sou. Eu posso não ser muito, mas sou tudo aquilo que eu consigo ser. Por você. Tudo por você." E eu sinto uma dor no peito de uma forma que eu nunca senti. Como se fosse um pedido de socorro. Mas, não um pedido de socorro meu e sim um pedido de socorro de Cate. Como se ela gritasse e implorasse por alguma coisa. Por minha atenção? Por minha presença? Por minhas palavras, por minha voz, pelo o meu toque? Eu acho que não. Parece ser algo mais intenso, mais vital. Tal sentimento faz com que eu tire o papel da máquina de escrever, o dobre, e o enfie em meu bolso de uma forma completamente involuntária e robótica. Eu caminho então até a prateleira onde a minha coberta fica escondida e eu me deito no tapete, me cobrindo da forma mais completa que eu posso. Eu sinto a minha respiração um pouco mais entre cortada do que o normal; Eu devo estar adoecendo. Eu deito de barriga para cima ajeitando a minha touca e pego um cigarro. O último da minha caixa e o acendo com dificuldade com esse isqueiro velho. Eu trago devagar saboreando. Eu sinto a minha boca ficando amarga e entrando em conflito com a minha amargura de dentro. 

        É um pouco mais pesado do que eu posso suportar, e um pouco mais pesado do que apenas um cigarro poderia afastar de mim, mas é o que temos para hoje afinal. A presença de Cate causa isso em mim. Eu estou bem longe dela, conseguindo até viver e esquecer um pouco, mas aí, então, ela retorna e eu me vejo completamente fora do controle. E eu me afundo nesses cigarros. Me afundo neles como uma forma de lembrete para mim mesmo: Caramba, Adam, o cigarro que é o seu vício e não essa garota. Quase sempre funciona. Mas como hoje eu só tenho apenas um cigarro, eu vou ter que me conformar com essa saudade chamada Cate que se instaurou dentro de mim. O cheiro da fumaça quase que afasta o resto do cheiro dela que restou em meu nariz. Quase. Quase. 

          Eu termino de fumar e me deito de lado, fechando os meus olhos tentando pensar em qualquer outra coisa que não fosse aqueles olhos azuis, aquele sorriso frouxo dela, aquelas mãos pequenas, aqueles dedos frios, aquelas bochechas rosadas, ou até na forma como ela pisca inocente demais. Okay. Não deu certo. Nunca vai dar. Entre Cate e um cigarro, Cate sempre vai vencer. Entende a gravidade disso? Com Cate não tem competição. 

        E lembrar dela agora, nesse momento, tem gerado em mim um gosto tão estranho. Da forma que a pequena e frágil Cate estivesse realmente pequena e frágil e não com aquela pose cheia de força que ela constantemente tenta construir como armadura e mascara. Se aquele idiota fizer alguma coisa com ela... Se aquele idiota ao menos sonhar em tocar nela... Eu permito então que o ódio - sim, ódio. e não ciúmes - me coloque para dormir. 

             Então, quando eu estou quase caindo no sono, o meu celular vibra e toca. Eu o atendo seu ao menos olhar quem é que está me ligando.

            - Edward? - É a voz de Heloíse e ela está um abalada. Com a voz arrastada. O que está acontecendo? Eu levanto o meu tronco em alerta e olho ao redor? - Você já soube...? - Ela continua com a voz pesada que poderia até ser sono, mas não é. 

                 - Soube de que, Heloíse? - Eu pergunto com a minha voz pesando um pouco.

                 - De Cate. Aquela garota que vem quase todos os dias - pausa. ela respira fundo. - procurando por livros e que conversa com você. - Ela diz

      Eu não entendo nada. 

     Tudo que eu sinto é o meu coração acelerado.

  - O que aconteceu com Cate? - eu consigo perguntar e a minha voz está tão rouca, pesada, e irreconhecível que parece que eu estou engasgado.

     - Ela sofreu um acidente. 

      Eu seguro para que eu não deixe o celular cair, e eu agradeço por estar sentado. Eu sinto o meu coração parar por um segundo. Por um longo segundo. Eu não consigo pensar em nada. Agora eu entendo a minha dor de mais cedo ao pensar em Cate. Ela estava em perigo. Eu estou conectado com ela de alguma forma estranha demais e ela estava em perigo. E eu não fiz nada. Não fiz nada. Não fiz nada...

      - Ela está morta, Edward. Ela está morta... - Heloíse chora do outro lado baixo e eu continuo paralisado.

      - Morta? - Eu desengasgo a palavra e sinto os meus olhos arderem.


Então pessoal, esse é o capítulo de hoje shauhsuahus Eu estou sentindo o desespero de vocês e isso é maldade, eu sei. Mas vejam só, o que seria uma história sem emoção? Brincadeira u.u  Vocês sabem que a dona Heloíse tem uma grande tendência a exagerar, então que essa seja a pequena dica para vocês do que pode vir no próximo capítulo ♥  


        



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8 comentários

  1. Ai sua doidinha, quase morri agr kkk
    bem... Eu sou uma leitora um tanto veterana já... Mas, sla, ainda não tinha comentado... Pq... Bem, eu não sei o porque. Mas enfim, adoroo a historia e já sou viciada em Cate e Adam *-*

    Ansiosíssima pelo próximo capitulo ♡.♡

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  2. Tomara que seja apenas um exagero. Tomara.
    Eu fico imaginando, se ela morrer realmente... O Adam vai se acabar. A abstinência, o amor, a saudade, a tristeza... Tudo.
    Eu também vou sofrer muito, não me deixe Cate!!!

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  3. ai ai Ya , quer me matar do coração, só espero que ela não tenha morrido mesmo, tomara que a Heloíse tenha exagerado, o que será Cate e Adam sem Cate?! :( quero o próximo capítulo logo viu , quero saber oque aconteceu de verdade *--*

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  4. Simplesmente cate não pode morrer. Ela é a cate cara. Faz um tempinho que não comento, mas voltei! hehehe ta muito perfeito

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  5. Noooooossa Yara, estou amando a sua mini-web, começei a ler hoje e simplismente amei, parabéns, que você consiga sim ser uma escritora, pq você saber ser uma ;) , espero o próximo capítulo u.u rss Cate e Adam <3

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  6. Aí você fala pra pessoa assistir Game Of Thrones pra se inspirar, e ela começa a matar os personagens principais -.-'

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  7. Perfeito!
    E o que posso dizer ate agora a respeito dessas serie. Isso confirma de que eu não estava errada em relação a você nem ao seu trabalho. Saiba que você tem um talento e tanto nas mãos. De qualquer forma você já e uma escritora, porém não conhecia por muitas pessoas, ainda. Continue assim. Você continua me prendendo cada vez mais a historia de Cate e Adam. É e justamente isso que um escritor faz, prende o leitor a historia, em pequenos ou grandes detalhes e fatos afinal “É isso que aqueles que não tem mais nada fazem: Se refugiam em livros.” O nosso casso um belo romance. Bom, e você tem mostrado isso durante todo o seu trabalho. Não vou perguntar nada porque prefiro a curiosidade, isso dá mais suspense. Aguardo ansiosamente pelo próximo capitulo.

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  8. Nossa nada nunca prendeu tanto minha atençao assim, go go go prfv maisss capitulos <3<3

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