Cate e Adam: Capítulo XII + surpresinhas

domingo, junho 08, 2014

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  Oi pessoal ♥ Enfim a postagem mais esperada *w* Agradeçam ao Iago - meu amigo -, porque ele que me apressou todos os dias para postar logo esse capítulo, então, podem deixar comentários fofinhos para ele que ele vai gostar (tai sua homenagem Iaia u.u) haushasuhaus' Bom, como eu prometi. Essa postagem teria algumas surpresas. A primeira seria a capa da Web série, como se fosse a capa do livro, depois o vídeo que eu fiz com perguntas e respostas *-* Vamos então por partes, e por último, eu deixo vocês lerem o capítulo.

 Capa de Cate & Adam


Bom, a capa tem o símbolo Tao, cujo princípio é o do yin e yang e da filosofia dos opostos. Onde um seria o oposto do outro, mas sem deixar de um ter um pouco do outro dentro de si. Assim como Cate e adam, que são perfeitos opostos, mas um está dentro do outro de uma forma completa demais. 


E esse é a capa de fundo, tipo quando viramos o livros hsuahuas Aí tem um trechinho de quando Adam disse que faria uma análise sobre Cate; Eu achei que essa parte foi a melhor para colocar, por falar um pouco de como a Cate é, e já mostrar um pouco da personalidade do Adam que nós amamos. 

 Perguntas e respostas 



Eu espero que gostem das respostas e que vocês se sintam respondidos ♥ Se vocês quiserem comentar no vídeo, eu iria ficar muito agradecida hsuahsu obrigada *w*

Agora vamos para a parte mais esperada, meaw

 
CAPÍTULO XII
SOB A PERSPECTIVA DE CATE


         Adam é meu vício, minha ruína, meu problema; Capaz de estar presente em minha mente mesmo sem eu perceber, e capaz de me fazer sonhar sem notar. E eu sinto falta, abstinência, não sei ficar longe. Meu corpo reage pela falta. E reage pelo reencontro que nunca acontece. Anseia por ele, por seu cheiro, por sua pele, por seus músculos definidos naturalmente. E anseia pelo toque. Meus livros eram o meu vício e antes que eu pudesse fazer algo, Adam já estava ocupando todos os lugares possíveis. Sim, eu ainda leio os meus livros, mas eu vejo Adam em tudo, em todos personagens, em cada pequena palavra... Porque Adam é a minha droga. E seria tão mais fácil se eu fosse viciada em qualquer outra coisa que eu pudesse arranjar em qualquer outro lugar. Adam quem tem sorte. Ele tem os cigarros... E o que me restou? Apenas lembranças do que o Adam costumava ser e já não é mais.

        Hoje é sábado. Uma semana depois de eu ter saído com Christian e Adam ter me atormentado com uma ligação. Tudo tem sido assim: Um tormento, e se não tormento, uma distração. Porque eu tenho vivido assim, no limite do declínio. Tudo tem um cheiro tão estranho, um gosto tão estranho e eu tento não pensar nisso, nas estranhezas das coisas, mas é quase involuntário. É Adam, sempre foi Adam, desde o início que dominou os meus pensamentos, e isso, eu percebi, não seria diferente agora.

       Eu pego os livros velhos que estão ao redor de mim, e os junto em uma pilha em meus braços. O momentos do por do sol está ali, jogada do outro lado da casa, intocável, e majestoso. Como um livro pode me assustar tanto? Mas nós sabemos que o que mais me assusta é a ideia desse livros, e não ele em si. Bom... Eu não posso me permitir pensar nessas coisas e eu tenho mais coisas para fazer. Christian me convidou para sair de novo, e dessa vez, diz ele, nós vamos em um lugar mais digno - Não que eu me importe com o lugar, qualquer lugar seria sem graça com ele mesmo. E depois, eu devo decidir se vou na livraria ou não. É meio óbvio que não vou pelos livros. Lá é o único lugar que eu tenho, pelo menos, alguma chance de encontrar Adam.

       Eu prendo os meus cabelos castanhos em um coque e encontro os meus olhos azuis no espelho. É irreconhecível de algum modo; Como se não fosse exatamente eu que estivesse me olhando assim tão diretamente, e me causa um pouco de mal jeito, como quando conversamos olho a olho com alguém e estamos mentindo para essa pessoa. É algo como isso. Eu conversando olho a olho comigo mesma e mentindo. Mentindo sobre algo que eu não sei ainda. Então, como em um ato para despistar atenções, eu passo a palma das minhas mãos na minha roupa, tentando abaixá-la e ajeitá-la. Talvez eu devesse ir na livraria. E talvez eu devesse mesmo sair com Christian; Não que seja justo, mas eu preciso ocupar esses espaços dentro de mim com alguma coisa.

       Eu olho para fora da janela e a noite parece realmente bonita, daquele jeito escuro e misterioso. Eu pego um suéter vermelho no armário e visto por cima da minha camiseta, enquanto ajeito o meu jeans. Eu pego a minha bolsa. Bom, eu estou pronta. Eu desço as escadas do prédio de um jeito que Adam diria que eu estou tão delicada quanto um tijolo; Okay. Ele não merece os meus pensamentos. Eu resolvo caminhar até a livraria, enquanto eu retiro o meu celular do bolso e olho as horas. São 19:37. Eu clico então na caixa de mensagens e envio uma para Christian dizendo para ele me buscar na praça as 20:00.

      A livraria é sempre a mesma e isso chega a confortar tanto que me irrita. Bom seria se ela mudasse sempre, que as coisas se atrapalhassem, se destruíssem, se quebrassem, apenas para que fossem colocadas em ordem e reconstituídas. Bom seria se eu pudesse comparar essa livraria a mim mesma; Mas é tudo arrumado, tudo tão acolhedor e em harmonia de um modo que eu não tenho conseguido ser. A recepcionista me cumprimenta, como sempre, com um olhar e com um sorriso, e eu entro na livraria com aquela calma forjada. Eu entro nos corredor e começo a andar por eles como se isso fosse feito para andar e não para ler, enquanto eu sequer sei o que eu devo fazer. Eu deveria gritar pelo nome dele, ou ele simplesmente sabe quando eu cheguei? Eu escolho o silêncio e torço para que ele sinta, ou saiba, que eu estou aqui, e que ele queira conversar comigo.

- O que você quer? - Uma voz diz em minha costas, me fazendo parar de andar.

Eu me viro e ele está com alguns livros em seus braços, o cabelo um pouco bagunçado e com os olhos verdes um pouco mais inchados do que o habitual. Mas ele continua sendo o Adam. Adam sempre será o Adam, assim com cerca de 23 anos, ou daqui um tempo, com 72. Ele é sempre forte e bonito. A presença dele implica força, e seus olhos, respeito. Eu o encaro da melhor forma que eu consigo.

- Nós precisamos conversar. - Eu digo firme, cruzando os meus braços.

- E você continua teimosa e emburrada. - Ele resmunga soltando um sorriso de lado. Eu reviro os meus olhos para ele, enquanto ele apenas envolve os livros em seus braços com mais força. - Nós não temos que conversar.

- Não? - Eu pergunto erguendo as minhas sobrancelhas.

- Não. - Ele crava os olhos nos livros e torna a os levantar.

- Adam... - Eu começo. - Eu não quero continuar com isso. Com esse jogo, como se nós não valêssemos nada um para o outro. Porque... Você não me ligaria a toa sábado passado e nem teria ficado nervoso em relação ao Christian, e todas as outras coisas que você faz discretamente para eu não perceber, mas eu sei que você faz.

- Eu não faço nada discretamente, Cate. - Ele resmunga. - Eu não faço nada por você.

Céus, porque ele tem de ser tão duro?

- Sério, Adam? - Eu resmungo de volta, olhando para cima. - E o que explica aquela ligação?

- Um engano? - Ele sugere comprimindo um sorriso.

- Com certeza foi um engano.

- Então, um acidente?

- Hm.

- E que tal um pequeno colapso de saudade?

- E foi um pequeno capso de saudade? - Eu pergunto olhando nos olhos dele, e ele não parece saber o que responder, e seu rosto sugere que ele deixou escapar algo que ele não deveria ter dito.

- Não. Não foi. - Ele reluta e caminha até uma estante ao meu lado, onde coloca os livros que estão em seus braços. Ele os ajeita com perfeição enquanto eu o analiso.

- Então o que foi? - Eu pergunto com a minha paciência sumindo cada vez mais.

- Nada, Cate. Apenas provocação, tudo bem? - Ele diz, mas sua voz soa tão falsa, tão automática, que as palavras parecem ensaiadas e não naturais.

- Tudo bem. - Eu reviro os meus olhos, é o meu sinal de "Na verdade, nada está bem." - Eu vou sair com Christian hoje.

- E é o que você quer?

- Com certeza. - Eu digo.

- Vê se não manda ele te deixar em paz, então, okay? - Ele solta um pequeno riso, lembrando da noite em que ele me ligou, e eu, ao pensar que era Christian que estava me ligando, mandei ele me deixar em paz.

- Como se precisasse. - Eu provoco.

- Realmente. Como se precisasse. - Ele diz em ironia. Porque essas provocações de Adam me alegram tanto e me fazem sorrir por dentro?

- Adam... - Eu sussurro.

Ele me olha com olhos que por um segundo são piedosos e eu encontro ali toda a sua saudade e seus sentimentos, mas no próximo segundo, ele está endurecido de novo e sem piedade nenhuma.

- Cate... - Ele diz com uma formalidade palpável. - Nós não temos o que conversar, vá para o seu encontro.

Eu concordo porque é tudo que eu posso fazer.
Eu dou as costas para Adam e saio da livraria, caminhando para a praça. Um vento frio bate em meu rosto, mas isso não me fez arrepiar ou me importar; Tudo tem sido tão gelado; Sim, por dentro e por fora. Eu encontro o carro de Christian do outro lado da rua, e eu atravesso.

Ele sai, abre a porta para mim com um sorriso que deveria significar e valer alguma coisa, mas eu estou tão vazia. A minha cabeça insiste que eu devo preencher esse vazio, mas eu não consigo. Eu coloco o meu cinto de segurança e Christian liga o carro. Eu não sei para onde vamos, mas vejo a cidade sumir atrás de nós dois e as árvores que ficam na beirada da estrada aparecem aos poucos; É bonita essa florestas, as colinas e os vales. Eu olho para fora da janela e sinto o escuro, que assim como o frio, estão presentes em ambas partes de mim. Christian consegue sentir isso? O quanto eu estou sombria e vazia? Talvez sinta, mas não diz nada. Ele apenas percebe que, agora, eu estou olhando para ele, e sorri para mim. Eu não posso deixar de sorrir de volta. Porque ele tem uma certa leveza pura demais, daquela forma que é um certo contraste se compararmos ele com Adam; Eu penso que Christian não seria capaz de me tratar de um modo duro, e esse pensamento me conforta, me dá segurança, e não me deixa naquele território escuro e incerto que é estar com Adam.

- Que tal mais rápido, Cate? - Christian sugere e eu sorrio concordando. Ele pisa no acelerador e a floresta começa a passar mais rápido na frente dos meus olhos. Eu abro a janela e deixo o vento frio me atingir no rosto e sacudir os meus cabelos.

E é como se eu estivesse na beirada de um precipício. O mistério do lado de baixo me chamando e esse vento me sacudindo. Chega a ser leve, chega a dar paz. E eu sorrio outra vez, o que faz com que Christian acelere ainda mais. O vento zune em meus ouvidos e tudo que eu vejo é a floresta, o asfalto pálido passando rápido e os meus cabelos.

Mas, tem um barulho. Um barulho alto.
E dor.
Eu sinto o meu corpo colidir com alguma coisa dura e já não é mais aquela sensação de liberdade e leveza, e sequer eu sinto mais o vento. É tudo escuro, mas um escuro diferente. Eu estou presa e de cabeça para baixo. O sangue escorre pelo o meu rosto e tudo que eu vejo são pedaços daquilo que deveria ser um carro, e Christian ao meu lado sangrando também e de olhos fechados. É engraçado como nós perdemos aos pessoas quando nós acabamos de reconhecer como elas são de verdade. Eu sinto vontade de chorar, eu sinto o desespero e eu não consigo me mexer. Em cada respiração eu sinto o meu pulmão se apertar mais, e o meu sangue sair de mim mais rápido. Vai se embaçando. E tudo vai sumindo.
E a última coisa que eu penso é em Adam e naquele riso de provocação dele.
Mas mesmo assim, tudo se apaga.



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7 comentários

  1. Mds O.o que perfeição , amei <3 fiquei arrepiada com o final ... parabéns Ya *-*

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    1. awn tô sorrindo igual uma boba aqui ahsuahsaus obrigada Fran por sempre acompanhar a Cate e o Adam *w* e ainda não acabou hoho

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  2. Você recebeu uma tag :3 http://legalmente-loiras.blogspot.com.br/2014/06/tag-11-coisas-sobre-voce.html

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  3. To postando meu comentário aqui, assim tá bom pra você Yara? (:

    Bom, eu havia começado a ler o Capítulo, mas quando estava na parte em que Cate estava saindo da livraria, minha mãe chegou *-*

    Então mais tarde, quando me deitei, voltei a ler o Capítulo desde o início, mas como já estava cansado devido ao dia (nem todo mundo dorme a tarde inteira não), e como já havia lido a parte inicial, fui lendo com os olhos semi-abertos, me esforçando para não dormir.

    Então cheguei a parte em que Christian estava acelerando o carro, na hora pensei, "A beleza, já li algo parecido em outro livro, isso é para que ela sinta a sensação de liberdade". Então cheguei ao ultimo parágrafo. A cada letra que eu lia, eu sentia meus olhos se abrindo mais e mais (O.O) e quando cheguei ao fim do Capítulo, só consegui pensar uma coisa.
    "CALALHO!!"

    Parabéns Yaya, e fique sabendo que já estou estipulando os prazos para o lançamento do Capítulo XII. OK?

    Por: L. I.

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  4. Sobre o vídeo, ficou baixinho Srta. voz de algodão kkk
    Gostei muito e achei essa Yara mais desenvolta bem mais interessante de se acompanhar kkkk
    E pq não respondeu minha pergunta viadinha? Haviam tantas assim? kkkk

    Sobre o cap. putz... ficou muito imersivo, vc ta escrevendo melhor a cada dia ;)

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  5. ameiii!! quero mais!! kkk

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