Capítulo XV - Cate & Adam

domingo, julho 06, 2014

Land

       Oi pessoal *w* Hoje é domingo, ou seja: Dia limite de postar Cate & Adam hasuahsuas' Eu meio que prometi que não ia mais ficar atrasando os capítulos e deixando vocês com o coração na mão, e aqui estou eu cumprindo a minha promessa. Esse capítulo eu escrevi ele todo a mão e vocês sabem que eu nunca escrevo Cate & Adam em papéis, porque eu fico travada, mas dessa vez fluiu :3 Ah, não sei se vocês ainda viram, mas ali pra baixo tem um postagem de "E se Cate & Adam virasse filme?" (Sim, isso mesmo); Então, se você ainda não viu essa postagem, recomendo que você desça mais um tiquinho a tela, e leia, para você conseguir imaginar melhor os personagens :3 Então é isso, vamos para o Capítulo de hoje. A música de hoje é The Honey trees - Wild Winds 


 
Capítulo XIV
Sob a perspectiva do Adam

           O cigarro é composto por mais de 4720 substâncias tóxicas, entre elas, solventes, chumbo, níquel, amônia, substâncias que podem me adoecer, me matar. Um dos maiores problemas no cigarro é a nicotina. Após uma tragada, ela chega ao cérebro em nove segundos, gerando uma sensação de relaxamento. Por ser uma substância viciante, nós sempre queremos mais. E o hábito de fumar se torna frequente. Agora... Vamos falar sobre Cate. Sem substâncias tóxicas, a não ser o fato dela simplesmente ser ela mesma. O principal problema de Cate é ainda desconhecido por mim. Mas ela chega no meu cérebro mais rápido que qualquer nicotina. Cerca de um segundo. Sim, um segundo. Gera relaxamento? Sim, gera. E nós sempre queremos mais. 

        Será que Antony já provou dessa droga? É o que eu me pergunto vendo ele tocando no peito dela, ouvindo os batimentos cardíacos. Esse maldito. aposto que ele está gostando. Eu poderia arrancar a mão dele. Eu poderia... Antony solta um riso ridículo e eu percebo que ele está me olhando. Eu não desvio os meus olhos e fico apenas o encarando, eu ergo uma das minhas sobrancelhas. 

- O que é que foi? - Eu pergunto resmungando enquanto o cigarro apagado se move em minha boca. 

O médico dá de ombros e se afasta do corpo de Cate sem tirar os olhos dela. Caramba. Eu respiro fundo.

- Você é namorado dela? - Ele pergunta. 

Eu reviro os meus olhos e levanto um pouco a mão de cate que eu estou segurando.

- Não, sinceramente, eu sou um maníaco e só estou esperando ela acordar para - Dou de ombros. - você sabe, matá-la. 

- É... É o tipo de humor que Cate gosta nas pessoas. - Ele sibila soltando um sorriso quando eu não esperava. Porque diabos ele sabe o "tipo de humor que Cate gosta nas pessoas"...? E aposto que ele está felizinho porque tocou nela. Eu posso acabar com essa felicidade tão rápido.

- O que é tão engraçado? - Eu o encaro.

- Nada.
 
     Eu apenas murmuro um "hm" como resposta e volto a olhar para Cate. Apesar dela ainda ser tão ela e continuando tendo o cheiro que ela sempre teve mesmo com a presença do cheiro de plástico descartável do hospital, Cate me assusta. Ela tem cortes no braço, hematomas nas bochechas que escondem suas sardas e uma faixa cobre sua testa. Essas coisas me machucam, como se todos esses ferimentos fossem em mim, e não nela.

- Então... Você costuma ficar com cigarros apagados na boca? - Antony tenta puxar assunto. Porque esse cara quer tanto conversar comigo? 

Eu levanto meus olhos e o encaro de novo.

- Não. Eu fumo. Mas - Eu aponto para a placa na parede perto da porta. - é proibido fumar. Então... - Eu digo encerrando o assunto.

- Já é viciado? - mas parece que alguém não quer encerrar o assunto.

- Acho que não, cara. Só fumo porque a fumaça é legal. 

- Você consegue conversar sem ironia? - Ele pergunta fazendo uma careta que me lembra muito a Cate. Eu afasto isso de mim. 

- A ironia é quase um órgão meu. 

- Talvez os pulmões que daqui um tempo você não terá mais. 

Eu deixo um sorriso torto escapar dos meus lábios. Parece que alguém, pela primeira vez, conseguiu me pegar. Mas eu ainda odeio esse cara.

- e porque exatamente você começou a fumar? - Ele pergunta pegando uma seringa e olhando para ela como se estivesse falando com ela e não comigo. 

Ele apoia a agulha no tubo que está ligado em Cate e que leva soro para as veias dela. 

- Pelos mesmo motivos que levam a todos fumar. - Eu digo assistindo o liquido ser inserido no tubo e entrando aos poucos no corpo dela. 

Antony olha para mim.

- Por prazer? - ele pergunta.

- Para morrer. - Eu respondo sorrindo.

Ele por algum motivo, sorri de volta e eu não entendo. 

- Se você não se importa, eu tenho que ir cuidar dos outros pacientes.

- Como se eu me importasse. - Eu dou de ombros com desdém. 

- Sim, como se você se importasse.

Ele me dá as costas e sai. A verdade é que eu não queria conversar, mas eu queria muito saber onde é que ele conheceu a Cate, e porque parece saber tanto dela. 

      Eu desço os meus olhos, mas não olho para Cate. Apenas me prendo ao vazio, que é o que tem me alimentado de alguma forma nesses dias. O céu já está escurecendo e eu fiquei aqui o dia todo, segurando o mão dela e alternando olhares vazios entre Cate e a janela. As pessoas do lado de fora andam, pacificamente calmas; Algumas conversam frenéticas em seus celulares, outras carregam sacolas de compras e outras penas caminham, leves. Mas, você, sabe, a calma é um sentimento tão vazio. Quem vive na calma, hora ou outra acaba desejando alguma mudança, alguma destruição. Porque, eu devo admitir, e talvez você até concorde comigo: A destruição é bonita. Porque nela, você perdeu tudo, não tem nada em que se agarrar e qualquer momento bom acaba sendo único e mais intenso. Eu estou no meio de uma destruição, naturalmente sempre estive. Mas, imagine se Cate acordasse...? Ela normalmente sempre acordou de manhã, após dormir, é algo natural, comum, todo mundo vive acordando por aí. Agora você me entende? Você concorda? Algo simples como acordar seria a melhor coisa na minha vida agora. A destruição, você percebe, torna o mais simples em algo essencial. 

        Eu volto os meus olhos para Cate e encaro os olhos fechados dela como se eles estivesse abertos e cheios de vida. Azuis e repletos daquela inocência natural; Não, inocência não tem nada a ver com pureza do corpo ou coisas assim. Já dormi com várias garotas que tinham mais inocência que uma criança. Inocência é a falta daquela maldade mundana. Se eu tenho essa inocência? Não, não tenho e estou longe de ter. Cate tem toda inocência, a minha e a dela. 

       A porta se abre e eu sequer olho. Já estou acostumado com as entradas repentinas de Antony. 

- O que você está fazendo aqui?

A voz é ríspida, pesada, longe de ser a voz de Antony. Eu movo a minha cabeça e olho para ele. Ele veste um terno escuro, está com uma mala preta na mão direita. O braço esquerdo está imobilizado, provavelmente quebrado. Só um braço quebrado, enquanto Cate está desse jeito. Ele deveria estar morto. Mor-to. 

- Você deve ser o Adam. - Ele diz entre os dentes.

- E você, o Christian. - Digo fazendo o cigarro abafar o minha raiva.

- Prazer. - Ele diz em ironia.

- Vá pro inferno. - Eu solto no mesmo tom como se eu dissesse um simples "Bom dia."

- Hm... - Ele murmura puxando uma cadeira e se sentando do outro lado de Cate, segurando a outra mão dela e ficando de frente para mim. Esse desgraçado. Se controle, Adam... Pelo amor de Deus. Se controle.

- Vamos conversar, A-dam. - Ele diz meu nome como se fosse lixo. Eu quero socar esse Christian de merda.

- Eu não quero conversar.

- Calma. - Ele sorri. - Esse assunto te interessa. - Eu me acomodo na cadeira tentando parecer mais relaxado. - Você sabe que sou eu que estou bancando a Cate nesse hospital, não sabe? E você também sabe que nunca conseguiria mantê-la aqui por um dia. Na verdade, você me surpreendeu... Eu achei que você não conseguiria nem chegar até aqui... 

- Dá pra chegar na merda do assunto que interessa?

Ele sorri outra vez, enquanto eu fecho em punho a minha mão que não está na mão de Cate. 

- Você nunca relaxa? - Ele diz com desdém. Eu reviro os meus olhos para ele. Eu nem discuto nem nada. Eu só quero ouvir o que ele tem para dizer. 

- O ponto é - Ele diz olhando para Cate. - Isso não vai funcionar. Nós dois aqui, querendo ela. 

- A porta está ali. Só sair.

- Sempre tão cheio de humor ein... - Ele sibila. - Posso continuar o meu discurso?

- Ah, certo. Realente não faz sentido você ter ensaiado e decorado essas palavras se não fosse usá-las, não é? - Eu zombo. 

Ele raspa a garganta. 

Cate morria de tédio com ele, eu aposto.

- ... Nós dois aqui, querendo ela... E...

- Isso você já disse.

Ele me lança um olhar mortal. Eu me seguro para não gargalhar. Essa foi por você, Cate - Eu afago a mão dela. 

- E eu tenho uma proposta. Você vai embora e eu fico. - Ele diz.

Eu gargalho. Eu não poderia deixar de gargalhar. 

- Eu não vou a lugar algum. - Eu digo firme.

- Eu já esperava por essa resposta.

- Então já preparou seu psicológico, né? Agora saia. 

- Não. - Ele sussurra amargo. Lembra de quando eu disse da inocência nos olhos? Então... Esse cara não tem nenhuma. Chega a ser pior do que eu. - As coisas não funcionam assim.

- Então como funcionam? - eu reviro os olhos.

- Se você ficar, eu paro de pagar o hospital para cate. E como você sabe... Ela não tem ninguém, você não tem nada e ela vai morrer. 

Eu gelo. É esse o poder do dinheiro. É isso que a merda do dinheiro faz. Eu continuo parado, imobilizado, sem reação. 

- É simples, Adam. Você só tem que se afastar e nunca mais voltar. - Ele olha para longe. - ela vai acordar, me ver e ficar com pena. Nós conhecemos a Cate. Além disso, quando ela souber que você a abandonou, ela vai ficar comigo. 

Essas palavras se pesam em mim e ardem. Como um soco bem em cima do estomago. Pela primeira vez eu não consigo pensar em nada, em nenhuma resposta ofensiva que me faça sair na frente. Esse desgraçado tem razão. Eu não tenho nada para dar para a Cate. Eu nem tenho casa. E se um dia ela resolver se casar, ter uma família? São coisas que eu nunca poderei dar para ela. 

- Você vai cuidar dela? - Eu pergunto vazio me segurando para não acender o cigarro em minha boca. 

- com a minha vida. Eu a amo.

- Com certeza a ama. E com certeza - Eu olho para ele e para ela. - com a sua vida. 

Eu me levanto ao som da minha última ironia e dou as costas para a cena, sem ao menos olhar uma última vez para Cate. Assim como apanhar ou tirar sangue, é mais fácil se não olhar. A dor está ali, do mesmo jeito, mas você não vê e o fato de não ver, faz com que a sua vontade de reagir suma. Você sente e não reage. É melhor assim.

Mas, você me conhece. 

Eu dou meia volta e puxo a cadeira de Christian, fazendo ele cair no chão, e monto em cima dele, socando o seu rosto uma única vez, mas com toda a minha força. Eu me afasto e ele limpa o lábio ensaguentado me encarando, enquanto se levanta.

- Mesmo assim você continua perdendo. - Ele zomba. 

- Saiba que se você machucar a Cate, se a trair, se a fazer um dia sequer infeliz, eu vou te procurar e te matar. Você me entendeu?!

Eu dou as costas e saio depressa, batendo a porta com força. Eu caminho pelos corredores com pressa e Claire - a recepcionista - tenta me parar para saber o que aconteceu, mas eu a ignoro. 

- Ei, cara, o que foi? - Eu ouço alguém correr atrás de mim, mas eu não me viro.

- Vá no quarto de Cate e pergunte aquele cretino! - Eu grito com raiva para Antony, passando pela porta da frente do hospital e saindo. 

Eu enfim enfio a mão em meu bolso e retiro o isqueiro, acendendo o cigarro. Eu trago até eu não aguentar mais e sinto aos poucos a nicotina preencher todos os vazios do meu corpo. 

Eu caminho pela rua iluminada pela luz dos postes. Eu amo Cate, mas isso realmente nunca daria certo. Agora ela tem aquele cara. Que é chato pra caramba, mas é rico. E eu posso aparecer na vida da Cate quando ela estiver bem e passar algumas noites. Caramba. Mais uma vez: Quem eu quero enganar?! Eu amo aquela garota e isso está me matando. Matando todos os dias.

     Eu me encolho no beco, me encostando na parede. Eu termino de fumar o cigarro em minha boca o mais rápido que eu consigo e pego um novo, enfiando ele na minha boca. Tento não pensar em nada apesar da dor. Eu fumo sem parar e sem me importar com quantos cigarros eu já fumei. Cate merece ser feliz. Se não for com aquele cara, será com outro, mas não comigo. Não tem como ela ser feliz comigo. Ela só me ama por saber o melhor de mim, se ela soubesse o pior, já teria se afastado. 

Cate é doce demais, e eu sou a personificação do amargo.

- Edward? - Eu ouço uma voz no final do beco me chamando. Eu viro a minha cabeça e ela está lá, parada, com as mãos cheias de sacola. - Você está... Perdido?

Eu me apresso e escondo a caixa de cigarros que eu roubei dela mais cedo. Ela me examina com aqueles olhos azuis. Olhos azuis como os de Cate. Ela está com milhares de sacolas de compra nas mãos, e eu percebo sua dificuldade. Eu me levanto, sacudindo as minhas roupas.

- Eu só estava fumando. - Eu sussurro colocando o cigarro em minha boca, e o deixando lá. - Então, senhorita Monroe... O que você acha de uma garrafa de tequila para eu te ajudar com essas sacolas?

Ela sorri, aceitando.

Pelo menos eu tenho um lugar para dormir essa noite. 


  É isso pessoal, parece que nosso vilão está aos poucos nascendo hasuahsuas' Espero que tenham gostado, embora eu não tenha me focado muito no Antony, mas joguei umas dicas aí no meio u.u Beijos e até a próxima postagem ♥ 








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7 comentários

  1. Amei!!! Christian 'cê' é bem ruinzinho, ein?
    Antony, Antony... Não me faça querer seu mal. Não seja mais um Christian da vida, por favor?
    Cate acorde... To com saudade...

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    1. Kkkkkkk veremos Gabi u.u brincadeira... Antony é uma boa pessoa :3
      Awn... Cate jaja ta de volta...

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  2. Caramba! Você escreve extremamente bem. Essa foi a primeira vez que li a tua web série e sinceramente amei. Vou passar a acompanhar os próximos capítulos. Tô esperando ansiosa pelo próximo!
    http://meu-faz-de-conta.blogspot.com.br/

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    1. Que amor :3 muito obrigada, viu? fico feliz em saber que terei você como leitora <3

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  3. Adorei ... realmente muiito bom ... acompanho a web desde de o começo mais só agora estou comentando ... Parabéns ... Estou aqui ansiosa para sair logo o filme ... Com muita certeza vou ser umas das primeiras a comprar ... <3 ... Aguardando o próximo capítulo ... *-*

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  4. E a minha dedicatória? Snif, snif, escrevi no post " E se Cate e Adam virasse filme?" e não publicaram meu comentário ainda? :( Adorei o capítulo Ya!

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    1. Ei Thaysa :3 vou colocar no próximo capítulo, to na correria esses dias ai não ta dando pra escrever kkkk não vou publicar o outro comentário por enquanto se não vou esquecer, mas adorei o comentário *-*

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