Capítulo XVII - Cate & Adam

domingo, setembro 07, 2014




        É, eu sei, tem mais ou menos 2 meses que eu não posto Cate & Adam, mas agora que a minha correria acabou, vou poder voltar a postar mais regularmente hasuahsu' Então, vamos relembrar alguns acontecimentos: Cate continua em coma, Adam foi expulso do hospital por Christian e o último capítulo foi uma espécie de sonho que Cate teve; Então, é isso, vamos continuar *u*

        A música de hoje é Fell me - Mecca Kalani e Drowning - Willow Smith ft. Mecca Kalani, porque ela me dá um vazio e eu queria sentir isso pra poder traduzir os sentimentos do Adam melhor;  E para vocês sentirem também 

   
Capítulo XVII
Sob a perspectiva de Adam

          Tudo é profundamente vazio. Uma coisa é estar ao lado de uma Cate quase morta e outra é nem estar ao lado dela, e ela continuar quase morta. Eu escolheria mil vezes vê-la daquele modo do que não vê-la. Eu sinto que ela, de algum modo, tem precisado de mim e que sente a minha falta. Foram já dois dias sem ela e venho sentindo a falta dela bem entre os meus pulmões que vem sendo preenchidos com nicotina e fumaça constantemente. 

            - Você... - Ela arrisca algum assunto. - Você fuma a quanto tempo?

        Eu movo minha cabeça para o lado, colando minha bochecha no travesseiro e a fito. Nós ainda estamos na cama e ainda é muito cedo para levantar. Depois que eu fui expulso do hospital, ela tem me recebido de braços abertos. Literalmente. Eu retiro o cigarro da minha boca e sopro a fumaça, enquanto ela faz o mesmo. 

         - há 8 anos... - Eu sibilo sentindo o gosto amargo da fumaça em minha língua. - Desde os 17, quando precisei fugir dos meus problemas. 

           - Quais tipos de problemas? 

           - A morte dos meus pais. - Eu digo encerrando o assunto e voltando a olhar para o teto.

           A verdade é que eu não quero ficar aqui, fumando e fumando, embora fumar é o que vem me mantendo cheio por dentro da melhor forma possível. Fumaça é melhor que nada. Sentir o amargo dela é melhor do que sentir o amargo da situação, e eu até seria capaz de sorrir, ou rir de alguma piada dessa mulher, mas nunca seria o riso ou o sorriso que eu daria para Cate. A profundidade, você percebe, te destrói; Tudo que é profundo demais machuca. Eu amo Cate profundamente e isso me destrói. É profundamente vazio e isso dói também. 

           Eu tusso o resto da fumaça dos meus pulmões e cerro os meus olhos. A dor é tão forte quando não se tem nada para fazer... 

           Meu corpo exige que eu me levante daquela cama e eu o faço; Não porque eu me sinto a vontade em fazer isso, mas apenas porque eu tenho agido apenas por impulso, e se meu impulso me ordenou levantar, eu levantei, sem questionamentos. Eu venho guardando todo o resto da minha energia para pensar em formas de ver Cate. Invadir o hospital é a minha primeira ideia e primeira alternativa. Christian trabalha de manhã e seu horário não permite que ele vá ao hospital. Eu poderia vê-la hoje. 
           
           - Ei... Aonde você vai? - A mulher pergunta levantando o seu tronco e me dando um olhar. Os olhos dela são cansados e eu sinto pena; Porque ela me ajudou e tudo que eu vou fazer é ir embora. 

           Eu me aproximo dela e lhe dou um beijo na testa.

           - Eu preciso ir. 

           Eu me afasto dela e desço as escadas. Deixei a minha caixa de cigarros em cima da mesa do quarto e agora é tarde demais para voltar; Eu vou ter que sobreviver algum tempo sem nicotina, sem calma, sem tranquilidade, agradeço por ter ainda um pouco de álcool em meu sangue. Eu estou na rua, e ao olhar para casa, eu percebo que a mulher está me olhando pela janela. Olhos baixos. O nascer do sol ilumina seus olhos azuis. 

           Eu caminho pelas ruas enquanto penso. Penso no plano, em como entrar no hospital, se a recepcionista pode me ajudar e no sol; Dentre essas coisas, eu penso mais no sol. Eu sempre fui fascinado pelo pôr do sol, por suas cores, mas nunca percebi seu nascer. Sempre apaixonado por finais e nunca começos, e agora tudo que eu quero é que Cate comece de novo. Que eu e Cate comecemos de novo. Porque eu sempre admirei o final dela, suas cores alaranjados pelo sol misturadas com as cores roxas e escuras da noite, porque isso sempre foi mais bonito, mas agora eu vejo, sem dúvidas, que apenas o brilho puro e sem cor do sol já é bonito. Percebe...? Eu precisava de Cate assim, o tempo todo, brilhante e pura, mas a mantinha longe de mim, apenas para ver seu final e meu final junto ao dela. 

           O hospital aparece diante de mim. Continua grande e branco como da outra vez, mas é como se tivesse um bloqueio ali; Um bloqueio que ordena para que eu não avance, porque se descobrirem, Cate pode morrer. Eu me sento na calçada, então. Dobro os meus joelhos. Eu preciso decidir. Ir embora para sempre, voltar para a minha cidade ou tentar ver Cate...? Eu sei o que eu quero, mas e se aquilo que eu quero colocar tudo a perder? Eu não sei. Eu não sei, eu não sei, eu não sei... O sol começa a esquentar a minha pele e eu continuo sem saber. 

           - Adam? - Uma voz me chama tampando a luz do sol e criando uma sombra em cima do meu corpo. Eu levanto os meus olhos e o percebo. É Antony. O médico de Cate. Ótimo. Ele vai falar para Christian que eu estive aqui. Ótima ideia, Adam, ficar sentado na frente do hospital, não era mais fácil gritar sua presença...? 

           - Que foi? - Eu pergunto resmungando.

           - Você está horrível. - Ele afirma como se estivesse diagnosticando alguma doença e solta um sorriso de lado. A camiseta dele perfeitamente branca reflete a luz do sol

           - Ah, obrigado. Como se eu não soubesse... - Eu resmungo outra vez e continuo o encarando. 

           - Acho que você precisa de exames... - Ele sussurro.

           - Eu não preciso de nada.

           - Ah, precisa sim. - Ele afirma, e quando percebo ele está me pegando para o braço e me levando para dentro do hospital. O que esse idiota está fazendo? Eu estou fraco demais para resistir, mas tenho a certeza que não preciso de exames. Eu o olho. O que ele quer fazer? Me esfregar na cara de Christian e mostrar que de fato eu estava aqui?
           
           Antony atravessa comigo pelos corredores como se eu fosse realmente uma pessoa que precisasse de atendimento. Mas a medida que caminhamos, eu percebo em que direção estamos indo. Ele me empurra para dentro do quarto e nos encaramos, ele do lado de fora no corredor e eu do lado de dentro.

           - Roupas na segunda gaveta a esquerda, você tem 30 minutos. - Ele diz e fecha a porta, a trancando e me deixando naquele quarto.

           Eu solto um sorriso. Sim, eu disse que eu poderia sorrir, mas nunca seria o sorriso que eu daria para Cate, mas esse sorriso é grande e radiante, porque ela está aqui. Esse é o quarto dela. Eu sequer dou tempo para que a minha mente comece a questionar a atitude tão altruísta de Antony, apenas corro para o armário, procurando a segunda gaveta a esquerda e de fato, encontro as roupas. São roupas de médico. Eu pego a espécie de camisola branca e a máscara e me escondo debaixo disso. Eu percebo então... Se Christian aparecer aqui, eu posso simplesmente fingir que sou mais um médico... Antony realmente quer me ajudar e eu não entendo os motivos.

           Eu termino de colocar a máscara e viro a minha cabeça para ver Cate; Ela está ainda mais fraca e pálida, mas vê-la faz meu coração acelerar. A saudade se dissipa aos poucos e eu sinto que ela realmente precisava de mim. Eu me aproximo dela e pego a mão dela suavemente; Mãos geladas, mas são as mãos dela. 

           - Ei Cate... Eu estava com saudades de você... - Eu sussurro olhando para as pálpebras fechadas dela e para as bochechas, agora, finas. - Eu espero que Antony esteja cuidado bem de você e que Christian esteja dando o cuidado que você merece, embora ele não mereça te dar cuidado nenhum. 

           Eu ouço a minha voz ecoar pela quarto e é como se eu realmente estivesse conversando com ela; E eu me lembro dos dias em que ela corria atrás de mim, e ela falava, falava, falava e eu apenas ficava calado. Eu a olho com carinho... Isso é vingança, Cate...? Eu já entendi, eu já tive o que eu mereço... 

           - Eu já tive o que eu mereço, Cate... - Eu repito as palavras que a minha mente disse.

            Eu olho para fora da janela levantando os meus olhos, pensando que quando eu voltar a olhar para ela, ela estará de olhos abertos, me encarando, sonolenta. Eu fantasio e imagino. É tudo que tem restado. Fantasiar e imaginar. É como Dorothie em Momentos do pôr do sol: "Deixar de ver e de ouvir é suportável, mas deixar de sentir é perigoso." - Ela dizia para Derek com aquela certeza plena de quem sabe exatamente o que está dizendo. "Você percebe, Derek, que quando você não vê mais, você sente as coisas. Mas, quando você deixa de sentir, mas continua vendo, perde completamente sentido." Eu lembro que quando eu escrevi essa parte de Momentos do pôr do sol eu estava sentando de frente a minha máquina de escrever e olhando para fora da janela. Eu era feliz, tinha tudo, e perdi tudo, quando conheci Cate voltei a ter tudo de novo, mas agora continuo não tendo mais nada. 

           Você talvez em algum momento chegue a perguntar porque eu amo tanto a Cate, e talvez chegue a pensar que é por causa que eu me viciei nela e vi nela uma forma de salvação; Mas não. Eu a amo porque ela parece com Dorothie, a personagem que eu tanto amei por anos e que eu criei. Cate é simplesmente Dorie. Não porque ela já leu aquele tantas vezes que já pesou sua alma, mas porque uma é simplesmente a outra naturalmente. Imagine você criar uma pessoa perfeita para você na literatura - Como eu fiz - e depois, encontrar essa pessoa na vida é real; É mais do que qualquer um poderia sonhar. Então sim, Dorie, deixar de sentir é perigoso. E eu tenho me prendido a fantasias e imaginações para não deixar de sentir.

           A porta range e se abre.

           - Olá, Doutor...?

           - Doutor Throwel. Adam Throwel. - Eu sussurro olhando para Antony.

           Eu percebo ele soltando um sorriso. 

           Eu começo a tossir como se eu tivesse engasgado com algo e movo a minha cabeça para o lado; A tosse enfim cessa e Antony continua me olhando.

           - Você está bem? - Ele pergunta.

           - Sim. - Eu sussurro. - Obrigado por... - Eu faço um sinal com as mãos. - Por tudo, você sabe.

           - Talvez eu saiba. -  Ele zomba e caminha para dentro do quarto, chegando até o meu lado. Ele inclina a cabeça para baixo e analisa as feições de Cate. Ao terminar ele volta a olhar para mim e estica um pequeno papel em minha direção. - Tome isso, é um vale-café-da-manhã. 

           - Não precisa, Antony. - Eu responde balançando a minha cabeça em negativa. 

           - Tome isso. - Ele coloca em minha mão. - Eu não roubei isso atoa. 

           Eu reviro os meus olhos enquanto solto um riso que nem eu esperava sair da minha garganta; Eu o odiava tanto, mas agora simplesmente não consigo mais sentir isso. É irônico. A vida tem suas ironias. 

           - Você vai ficar de olho nela, enquanto eu vou lá...? - Eu pergunto olhando para Cate que respira tão fraco quanto um passarinho.

           - Eu fiz isso por dois dias, então acho que consigo por alguns minutos, certo? - Ele sorri.

           - Certo.

           Eu me levanto e caminho sem tirar os olhos de Cate, e eu assisto Antony tomando o meu lugar, e se sentando na cadeira em que eu estava. Uma alma boa. O mundo tem precisado de almas assim, como a dele. Como a de Cate. Nem todo mundo é como Christian, ou como eu. 

           Eu desço as escadas, passo pelos corredores, e sigo pela sala de alimentação. Ela está vazia. Eu coloco na máquina e ela libera um pacote de papel pardo para mim. Eu o pego e caminho até uma mesa pequena, enquanto eu abro o pacote e começo a espiar dentro dele. Ali tem um pão de queijo quente grande e um saquinho de chá. Eu pego uma xícara, a encho de água quente e coloco ali o saquinho de chá, enquanto me sento e capturo o pão de queijo com os meus dedos. Eu me lembro que estou de máscara quando o pão de queijo já está na metade do caminho em direção a minha boca; Eu sorrio para mim mesmo. É incrível como certas situações de repente melhoram o seu humor. Eu abaixo a máscara e começo a comer. A minha barriga que até então não havia reclamado de fome, agradece. E eu agradeço também, enquanto bebo o meu chá.

           Ao terminar de comer eu volto para o quarto de Cate; Eu abro a porta que estava apenas encostada e eu encontro uma cena. Antony está acariciando a cabeça de Cate com os dedos e a olhando com tanto carinho que me enche de um sentimento que eu não consigo descrever. Ele me ajudou, eu sei, mas isso não quer dizer que ele possa tocar nela dessa forma. Eu respiro fundo, ele percebe que eu estou ali.

           - Você... - Ele se afasta de Cate rapidamente como se não estivesse fazendo nada. - Você chegou rápido...

           - Cheguei, não cheguei? - Eu murmuro caminhando em direção a ele, e ele se levanta da cadeira, abrindo espaço para mim. 

            Ele se senta do outro lado, pegando papéis e os lendo. O que ele estava fazendo...? Afinal, porque ele está me ajudando? Será que ele está do lado de Christian e isso é apenas encenação?

           Eu tusso novamente e dessa vez todo o meu corpo dói; A tosse parece não acabar e cada vez que eu tusso o meu corpo se preenche de dor. Eu solto um gemido em meio as tosses e levo uma das mãos até a minha garganta, enquanto a outra se mantém na frente da minha boca. Uma ultima tosse, uma última dor e tudo se acalma da mesma forma que começou. Eu olho para a minha mão que estava em minha boca e eu percebo que ela está repleta de sangue. Antony também percebe antes que eu consiga esconder.  

           - Adam... Você está tossindo demais e não é normal as pessoas tossirem sangue. 

           - Fique na sua, Antony. - Eu sibilo.

           Eu sinto a mão de Cate que eu estava segurando tremer um pouco e aquilo faz meu coração tremer da mesma forma. Mas acontece apenas uma vez e para. Deve ter sido apenas a minha cabeça. 

           Eu ouço um bip alto, até que esse único bip começa a se tornar várias, até que ele se torna continuo. Eu olho para Cate e para a máquina de batimentos cardíacos. Parado. O coração dela está parado.

           - Ande idiota! Ela está tendo uma parada! - Eu digo.

           Mas antes de eu dizer, Antony já estava correndo no armário e pegando o desfibrilador. Ele dá a descarga no peito de Cate uma vez e ele não reage. Continua morta. Uma segunda vez, e eu sinto como se aquele choque fosse em cima do meu próprio peito. Mas nada no peito dela. Nenhuma reação. Se eu pudesse ao menos tirar um pouco dos meus batimentos acelerados e doar alguns para ela... Uma terceira descarga, e silêncio... Um silêncio que dói, machuca. Eu percebo a agonia dos olhos de Antony. Tem dor ali. Eu respiro fundo e quando eu respiro fundo, Cate volta a vida. O aparelho volta a se regularizar e o coração dela volta a bater. Eu caio na cadeira. Antony faz o mesmo, com o aparelho ainda em seus dedos. 

           - Ela é importante para você... - Antony sussurra. 

           - Claro que ela é importante para mim... - Eu sussurro de volta. 

           Eu seguro a mão de Cate com as minhas. Nunca mais faça isso, Cate... 

           - Adam... Eu gostaria de fazer algum exames em você. - Antony diz depois de guardar o aparelho. 

           - Eu não quero ir embora ainda... - Eu sussurro.

           - Não, não estou falando em metáforas... Eu realmente quero fazer alguns exames em você... Você poderia vir comigo? 

           Eu apenas concordo ainda em choque pela situação com a Cate; Antony pede para uma enfermeira ficar no quarto caso algo aconteça com Cate e eu o sigo. Nós vamos para alguns salas; Antony coleta um pouco de sangue, examina o meu corpo, os meus batimentos cardíacos, minha respiração, minha garganta e vamos para uma espécie de máquina, onde eu me deito e ela parece diagnosticar todo o meu corpo por conta própria. Eu estou tão cansado que sequer reajo. Tenho aprendido a confiar em Antony. 

           Eu saio da máquina e olho para Antony. Ele me dá água para beber, ele está perplexo. Parece abatido, cansado. Ficamos cerca de 2 horas fazendo todos esses exames, mas não parece o tipo de cansaço físico que todos nós temos.

           - O que foi, Antony? - Eu pergunto.

           Ele faz um gesto para que eu o siga. Ele me leva para uma das sacadas do hospital e olhamos para a avenida, encostando os braços na sacada. Eu o encaro. 

           - Você vai dizer ou não? - Eu sussurro contra o vento.

           - Adam... Você está com câncer... Nos pulmões. 

           Aquilo é como choque. Eu sei que eu comecei a fumar para morrer, mas agora que a morte bateu na porta, eu não quero deixar que ela entre. Eu abaixo a minha cabeça e cerro os meus olhos. É como se todo o peso estivesse aqui agora. Como se tudo que eu segurei pela Cate e por mim desmoronasse. Porque uma coisa é saber que ela pode morrer e eu não ter ninguém, outra coisa é imagina-la nisso tudo sozinha, com aquele desgraçado do Christian e sem ninguém para protegê-la. 

           - Eu vou cuidar de você... E fazer as suas despesas aqui no hospital...

           Eu olho para Antony.

           - Não... Pelo amor de Deus, cara... Não precisa. Eu vou... Eu vou para um hospital público e... 

           - Você consegue calar a boca? - Ele pergunta perdendo a paciência 

           - Porque você faz isso por mim? - Eu pegunto o encarando e eu percebo que ele sente toda a dor da minha voz. Ele entende. Entende que não é medo de morrer, e sim de deixar Cate. 

           - Você é importante para ela, não é?

           - Eu acho que sim...

           - Então você é importante para mim...

           Eu olho e tudo que eu consigo pensar é em "porquês"; Porque ele faz isso? Porque ele vai tentar me curar? Porque ele se importou comigo? Porque ele me deixou entrar? Tantos porquês a todo momento que eu sequer sei qual ouvir. Eu levo as minhas mãos no meu rosto, enquanto respiro fundo. Porque eu nunca consegui parar de fumar? Porque Cate foi sair da minha vida justamente quando eu estava disposto a largar todos aqueles vícios? 

           - Hm... Você disse que ironia era quase um órgão seu, então acho que você deve pegá-la agora.

           - Os pulmões que daqui um tempo eu não teria mais, né, desgraçado? - Eu sibilo e nós rimos em conjunto lembrando daquele conversa que nós tivemos; 

           É incrível como as pessoas, de repente, desejam viver quando estão quase morrendo.

           E eu quero viver. Não por mim, mas por Cate. 

         
Tumtis tumtis u.u Eu sei, eu vou apanhar de vocês, queridas fãs de Adam, agora vocês entendem porque eu demorei tanto para escrever esse capítulo? hausahsuas (Sim, eu estou usando como desculpa asuhushaus) Mas então, o que vocês acharam disso? Comentem, manifestem-se, digam-me tudo *u*





           
           


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