#33 Entre verbos - Minha casa

quinta-feira, outubro 09, 2014

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                Nos seus traços tão peculiares, eu encontrei a minha casa. Foi o que eu pensei naquele momento quase intangível e quase imaginário em que eu estava em seus braços. diante dos meus olhos eu vi nossas mãos dadas, seus braços me envolvendo e minha cabeça em seus peito. Seu coração batia alegre e você sussurrou algo em seu êxtase interior. Seu coração batia e eu traçava sua pulseira com o meu dedo. Ah, e era uma casa, com certeza aquele calor foi feito para mim e aquilo ali seria o meu lugar.

                E agora sinto seus braços, olhos verdes, como se você estivesse aqui ou se meus braços fossem os seus braços e eu mesma fosse você. Só te sinto, e não preciso explicar, e mesmo que eu tentasse, eu não conseguiria. Sim, talvez realmente não tenho mesmo uma explicação. Você sabe, nós sabemos, que não tem explicação. Seria, portanto, seu calor capaz de me acordar. Seria, também, seu calor capaz de me colocar para dormir. Só me deixe ganhar, só me deixe ganhar alguma coisa. O despertar ou o desligar, a liberdade ou nós dois contidos, qualquer coisa, contanto que eu te sinta, contanto que eu te seja, ou nós nos sejamos, sem fim.

                Se eu te sorrisse, me conformaria e sorriria de volta o sorriso mais calmo, tão calmo como aqueles que você te sorrido. Ah, e me envolveu. E eu senti. Senti como se fosse aquele cobertor que toda criança pequena tem e que abraça como se fosse tudo que ela amasse e tivesse em seu particular de criança. Porque talvez.. É realente tudo que ela amasse. Porque talvez seja tudo que ela possa ter inteiramente seu. Porque talvez, aquele calor poderia de alguma forma ser comparado ao seu, e eu compara a criança.

                Foi harmonia. A mais pura e serena harmonia fluindo do meu corpo para o seu, do seu para o meu e a gente se aproximando, se unindo atá virar um, sem ao menos chegar a se tocar carnalmente. Não tem separação, nós sentimos, não tem como rompe tal ligação como se ela fosse simples, como se não fosse doer. Como se fosse tão frágil, daquela forma que é capaz de se romper depois de alguns sopros.

                Mas, a beleza dos seus traços peculiares me faz ficar. Todas suas manias doces, e aqueles toques claros, e aquelas palavras que eu ouço com calma, ou ás vezes sequer consigo ouvir porque estou pensando e lembrando dos segundos passados. E eu paro, respiro fundo, te olho, te conto o que eu pensei , oque eu lembrei, e você sorri satisfeito, como se aquilo fosse tudo que você queria ouvir. Como se aquilo saísse da sua própria boca. E eu te olho nos olhos, te pedindo para ficar e eu sequer sei se é você ficar, eu ficar, nós ficarmos ou qualquer outra coisa que ousasse escorrer da minha boca em forma de pedido.

                Só que eu queria que ficasse mesmo se não soubesse o que ao certo Sorri então, amor. Sorri então, olhos verdes, porque todos esse calor afasta toda dor e deve ser usado para algo, então use em algo bom. E eu te olho e eu te peço, e você sabe, com toda aquela certeza, o que eu quero, o que eu estou pedindo. Então sorri, porque esse sorriso cura e esse sorriso tem toda aquela beleza do pôr do sol ou aquela calmaria de uma chuva no meio de um dia quente; E tem sabor de estrelas. Principalmente tem sabor de estrelas... O sabor delas e o nosso.

a, du, trua

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2 comentários

  1. Eu amei seu texto. Você usa lindas palavras, adorei.

    Beijos

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    Respostas
    1. muito obrigada :3 fico muito feliz em saber que você gostou de um pouquinho do meu interior ♥ obrigada, viu?

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