Resenha: Marcados de Caragh M. O'Brien

domingo, outubro 12, 2014





       Essa é segunda resenha do dia *-* Bom, esse livro quem me enviou foi a editora parceira do blog, a Gutenberg, e é o seguindo livro que eles enviam para mim (clique aqui para ver a resenha do outro livro;) Eu adoro essa parceria e tudo que eu tenho para dizer é que o pessoal me trata muito bem e sempre estão preocupados em saber se estamos satisfeitos. Então, muito obrigada, Gutenberg

(Sim, to viciada em postagens com músicas ahusahsaus')            

Sinopse

No futuro, o mundo é árido e hostil, dividido entre os que moram no conforto do interior da muralha, o chamado Enclave, e os que tentam sobreviver no lado de fora; Como a jovem Gaia Stone. Aos 16 anos, segue, assim com a sua mãe, o ofício de parteira, e cumpre sem questionar o dever de entregar uma cota dos recém-nascidos para o Enclave. Porém, sem que ela entendo o porquê, seus pais desaparecem após serem presos pelas mesmas pessoas a quem eles sempre serviram. Os esforços de Gaia para resgatá-los a levam para dentro da muralha (...)

Resenha
          Marcados é um livro escrito pela escritora norte-americana Caragh M. O'Brien, e que foi publicado no Brasil pela editora Gutenberg; O livro é um distópico (vocês sabem que eu amo distópicos *w* ), é uma trilogia e a história gira em torno de Gaia Stone; Gaia Stone trabalha ao lado da mãe como parteira, ambas são uma das melhores da região, e o livro já começa com Gaia fazendo seu primeiro parto sozinha. Gaia, a mãe e o pai vivem fora da muralha, a região mais pobre desse mundo pós-apocalítico, enquanto os ricos vivem do lado de dentro, chamado de Enclave.

          Então, um dia quando Gaia retorna para casa depois de um dia de serviço, ela perceba que o pai e a mãe sumiram, e em sua casa está o Sargento Grey, que quer interrogá-la sobre algumas coisas em relação aos pais. Gaia vai se vendo cada vez mais confusa, até que descobre que sua mãe fazia uma prática ilegal e o pequeno objeto que poderia a entregar de seu crime, estava bem ali com Gaia. Gaia então começa por si só a missão de salvar os pais e consegue entrar na muralha com um plano e um pouco de ajuda; Aos poucos ela vai se tornando mais familiar ao sargento Grey, a quem ela descobre chamar Leon e descobre ali uma pequena paixão que tem tudo para crescer.

          O livro me encantou a primeiro momento por se tratar de um distópico e a personagem Gaia é tão forte quanto Tris, de Divergente, e Katniss, de THG; Eu pensei que a escrita iria me decepcionar por ser escrito em terceira pessoa, mas de forma alguma isso aconteceu - A todo momento o narrador descrevia o que Gaia sentia e era um "terceira pessoa" voltado mais para os sentimentos de Gaia, de uma forma que parecia muito ser narrado em primeira pessoa. Além disso, o livro é repleto de frases de efeito e momentos emocionantes, em que você como leitor se vê preso e incapaz de interromper a leitura. É de fato um livro que te instiga a todo momento e te faz pensar em várias questões da sua própria vida, em relação a escolhas e do que realmente importa.

          Voltando a falar sobre Gaia em si, ela me encantou; Ela entrou na minha lista pessoal de personagens favoritas e a personalidade dela me lembrou muito a personalidade da personagem do meu livro, o que me fez ficar ainda mais encantada por ela. Além disso, Gaia rompe um pouco daquela ideia de que as personagens devem ser lindas e perfeitas (que já veio sendo rompida com Tris e Veronica Roth); Gaia possui uma grande cicatriz de queimadura no rosto, o que faz com que muitos a considerem uma aberração e até ela própria (porém a existência dessa cicatriz é um marco muito forte no livro que te faz ler e ler só para descobrir o que representa); Outro ponto diferente nesse livro, foi o uso de códigos e você aprende algumas formas de códigos legais, o que deixa as coisas mais emocionantes e enigmáticas.

          A descrição dos cenários são outra coisa perfeita no livro; Foi um meio termo muito bem trabalhado, onde a descrição acontece nem superficial demais e nem profunda demais que acabaria tornando a narração cansativa - A descrição é simplesmente o suficiente para te fazer sentir dentro daquele cenário e é capaz de te fazer sentir o cheiro e a textura das coisas descritas. Existe uma cena em uma padaria, em que eu consegui sentir até o gosto do pão e sensações assim são muito difíceis de você sentir como leitor ou de fazer o leitor sentir, como escritor.

          O final do livro, por fim, deixou um pouco a desejar; Não desejar de acontecimentos ou algo do livro em sim, mas a desejar porque ele simplesmente acaba sem um final, como se tivesse mais um capítulo a ser lido e isso foi muito ruim. Eu fiquei extremamente curiosa para saber a continuação e já estou louca para ler e ter o seguindo livro. É de fato um dos melhores distópicos que eu já li, e se você é fã desse gênero como eu, vale a pena ler e adquirir esse livro.

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