Cate & Adam: Capítulo XIX

domingo, dezembro 21, 2014


        Hey pessoinhas *www* Eu estava com tanta saudade de escrever C&A que nem consigo imaginar o quanto vocês estão com saudade desse casal. Sim, acho que daqui a pouco vocês vão me bater hsuahusahsu' Mas nas férias, como eu disse, vou ficar muuito presente no blog e tentar escrever dois capítulos por semana se minha cabeça permitir shaushaus' Então cruzem os dedos yn- 

        E sim, passou um ano de Cate & Adam e eu não lembrei de fazer nada u.u Mas finjam que ainda não passou que eu ainda vou fazer alguma surpresinha para vocês. Por enquanto, se contentem apenas com esse capítulo ahsuahsu' E olha só quem está de volta: Cate narrando *u* Eu sei que vocês estavam com saudade.

  
Capítulo XIX
Sob a perspectiva de Cate
       
        Eles disseram que eu sofri um acidente, mas não souberam me dizer como. A minha cabeça dói infernalmente e ás vezes eu tenho certos lampejos de tontura. Eu quase nem sinto minhas pernas direito, e todas essas pessoas me olhando me deixam desconfortável. E tem aquele médico de olhos verdes que me olha como se ele fosse um psicopata. Ele deve ser psicopata, sem dúvidas.

        Eu desvio os meus olhos dos dele e olho para longe. 
        - Eu posso ficar sozinha com Antony? - Eu peço.
        - Porque, amor? - Christian pergunta me olhando. 
        - Não me chame de amor. - Eu digo fria. 

        E eu percebo o médico de olhos verdes sorrindo apesar da máscara. Psicopata. 
        - Porque eu quero, oras. - Eu sibilo. 
        - Por favor, saiam, ela não pode se estressar. - Antony diz firme e o médico quase pega Christian pela gravata e eles saem. Eu me seguro para não rir. 

        - Ei, Cate. - Antony sussurra com um sorriso doce. Ele ficou tão bonito... Ele tem cabelos negros, cheios de cachos que se fundem com as sombras do fundo da sala. Os olhos possuem a mesma coloração escura. São brilhantes, sim... São brilhantes. Como aquela pequena luz no fim do túnel em que os desesperados poderiam se agarrar. E eu estou desesperada. E eu me agarro. 

        - Ei, Antony. - Eu sorrio de volta.

        Antony caminha até uma poltrona e se senta me olhando com carinho. Eu pensei que eu nunca o veria novamente... E aqui está ele. Um médico cuidando de mim. Ah, o passado foi duro. Foi duro com nós dois, mas agora temos a chance de consertar tudo de novo. 

        - Antony, que história é essa de casamento? - Eu pergunto cansada e sem entender nada. 
        - Bom... - Ele me olha de um jeito estranho. De um jeito que eu não entendo. - Vocês vão se casar. É o que ele disse e provou para mim. E você... Gosta dele?

        Eu olho para o dedo de Antony e encontro ali uma aliança. Ele está casado. Passou tanto tempo...

        - Sim, um pouco... - Eu admito.

        - Então... - Ele diz olhando para longe.

        Eu deslizo minha mão sobre os lençóis, percebendo que tenho um medidor cardiaco em meu indicador, e pego a mão de Antony. 

        - Tem tanto tempo... - Eu sussurro para ele, tentando capturar seus olhos que estão baixos. 
        - Verdade... Muito tempo... - Ele sorri.
        - Você sumiu. - Eu digo.
        - Eu precisava de um tempo longe... Para pensar... Depois do que aconteceu com nós dois... - Ele explica e eu concordo balançando minha cabeça de leve.

        - E agora...? Digo... Está tudo bem? - Eu ouso perguntar.
        - Está tudo bem para você? - Ele pergunta.
        Eu concordo.
        - Então está tudo bem para mim. - Ele concorda, soltando um sorrisinho calmo. 
        - Antony... Aquele médico... Que estava ali. - Eu aponto. - Ele me olha tanto...
        - Ah sim... - Ele ri. - O Adam... Ele é um estagiário. 
        - E ele está doente? - Eu pergunto. 
        - P-porque? - Antony pergunta curioso. 
        - Espere...

        Eu me agarro ao braço dele, vendo tudo girar. Um costumeiro lampejo de tontura. É só respirar fundo, Cate - Eu tento me acalmar, eu tranquilizo a mim mesma. E passa rapidamente. 

        - Bom... - Eu respiro fundo. - Os olhos dele estavam vermelhos... E não sei... Eu só senti. Então, ele está? - Eu pergunto olhando para Antony. 

        - Cate... Você quer conversar com ele? - Ele pergunta e pega de surpresa. 

        - Porque? - Dessa vez eu que estou surpresa. 

        - Acho que você deveria conversar com ele. - Antony diz animado, e se levantando sem ao menos me dar a chance de responder. Eu não entendo nada, mas não posso fazer nada, apenas aceito Antony indo para longe.

         Depois de alguns segundos, Antony quase que empurra o médico  Adam para dentro do meu quarto. Ele parece tão desconfortável quanto eu estou. Ele está coçando atrás da nuca e eu estou encarando ele. Eu não sei o que falar. Então eu solto uma risada. Fraca devido ao meu estado, mas eu rio. 

        Ele parece sorrir discretamente.

        - O que Antony te disse exatamente? - Eu pergunto com aquele meu sorriso ainda nos lábios. 

        - Que... - Ele deixa o braço que estava na nuca cair. - Você queria conversar comigo. E quer? - Ele pergunta me olhando com cuidado. - Quer dizer... - Ele se indireita. - Você está bem? Se sentindo mal? Quer algum remédio? 

        - Eu estou bem. - Eu digo concordando com a cabeça. - É só que... Eu quero saber, se você está bem...

        - Quer saber se eu estou bem?! - Ele pergunta surpresa e eu percebo o quanto eu sou idiota. Que paciente no mundo vai perguntar se o médico está bem?! Céus, Cate... 

        - èer... - Eu me engasgo com as palavras. - Bom... Sim. Eu quero saber. - Eu digo tentando parecer um pouco normal e com consciência. 

        - Tudo bem. - Ele ri. - Mas quer saber como amiga ou como um pessoa qualquer?
        - Eu pareço uma pessoa qualquer? - Eu digo brincando colocando a mão na minha cintura. O que fica um pouco estranho porque eu estou deitada. 

        - Com certeza não. - Ele zomba e eu faço uma careta. Céus, porque eu estou agindo com ele como se eu o conhecesse a anos. 

        - Então, como amiga, certo? - Ele pergunta e eu concordo. - Eu não estou tão bem assim. Descobri um câncer no pulmão e a garota que eu amo parece ter se esquecido completamente de mim. E bom, eu não tenho onde morar.

        - Como você estuda medicina e não tem onde morar? - Eu pergunto sem entender.

        - Longa história, garota. - Ele ri. 

        - Bom... Fale mais dessa garota que você ama. - Eu peço. Eu só quero me distrair. 

        - Está levando a história de amiga a sério hein. - Ele zomba outra vez.

        - Sim, e eu percebi que você adora zombar com a minha cara. - Eu finjo estar brava.

        - Com certeza. - Ele responde. -  Mas da garota... É o que eu disse... Ela parece não se lembrar de mim mais. 

        - Talvez ela só finge, entende? Pra você correr atrás ou algo do tipo... Eu não entendo muito disso. - Eu gargalho. - Mas deve ser algo assim. 

        - Não... Não é algo assim. - Ele não abaixa os olhos, mas parece ter feito isso por dentro, o que é pior. 

        - Mas, então você ama ela? - Eu pergunto sorrindo de lado.

        - Sim. - Ele responde firme. 

        - Ela tem sorte de ter alguém. - Eu sussurro olhando para longe. 

        - É? - Ele pergunta querendo saber mais. 

        - Sim, - eu respondo sem olhar para ele, prendendo meu olhos na chuva rala que começa do lado de fora. - Eu queria ter alguém assim...

        - E Christian..? - Ele pergunta. - Você vai se casar com ele, certo?

        - Ah é... - Eu me lembro, revirando meus olhos. - Eu vou. Acho que ele cuidou muito de mim pra eu largar tudo agora.

        - Com certeza cuidou. - Ele diz mas eu percebo certa ironia que escolho por ignorar. 

        Eu fico em silencio apenas olhando para longe da janela e vendo as pessoas correndo para não se molharem, enquanto algumas estão escondidas embaixo de lojas. Eu olho aquilo tudo enquanto o barulho do meu aparelho de batimentos cardíacos me mostra que eu estou viva.  

        - Adam... - Eu murmuro. - O que acontece com as pessoas? 

        Ele me olha, sem saber.

        - Como assim, Cate...? - Ele pergunta.

        - Eu nunca te vi... E mesmo assim, eu estou conversando com você como se fosse uma velha amiga... O que acontece com as pessoas... Para elas gostarem das outras..? - Eu pergunto olhando para ele.

        Ele apenas me olha como se soubesse aquela resposta. Como se ela estivesse na ponta da língua. Mas ele não diz nada. Apenas segura minha mão, dando um beijo nas costas dela e a solta, se afastando e saindo do quarto. O beijo dele ainda fica ali na minha mão, e eu o sinto, como se os lábios dele ainda estivessem ali.

        Eu já não sei mais nada. Eu já não sei mais...

        Tomara que Antony traga mais morfina quando voltar. 


É isso meus gatinhos e gatinhas *-* Nos próximos capítulos vou soltar mais coisas porque to meio enferrujada ainda suahsaus' fiquei muito tempo sem escrever. AH, e não se esqueça das nossas redes sociais (eu tinha escrito redes sensuais hsuahsuahsuas' Meeeeeu Deus...)


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