Cate & Adam: Capítulo XX

sábado, dezembro 27, 2014


(Eu e minhas imagens nada a ver ahsuahsaus)

       Oooi pessoas ♥ Como eu postei na postagem anterior, hoje eu tirei a minha tardezinha para escrever para vocês. Então esperem que gostem do capítulo mesmo não tendo coisas muuito surpreendentes assim ♥ A partir dos próximos capítulos que as coisas vão começar a ficar um pouco complicadas haushasu'
   
CAPÍTULO XX
Sob a perspectiva do Adam

PARTE I

      Eu ando pelas ruas com uma garrafa de uísque na mão. Ah, a doçura do álcool. Já fazia muito tempo que eu não fazia essas coisas e eu estava com saudade. Você sabe que é para fugir, eu sei também, não é segredo para ninguém, por favor, agora pare de me xingar mentalmente. Sim, eu estou doente, mas eu preciso relaxar. Okay? Aaaah, Cate. Cate continua não sabendo quem eu sou, mas estamos virando amigos. Já tem duas semanas que ela acordou e conversamos uns três dias... Bem pouco, mas valeu a pena. E ela parece ter um pouco de necessidade de mim, mas eu não me agarro a isso. Assim que ela sair do hospital nem vai se lembrar de mim mais.

      Eu dou um grande gole na minha garrafa de uísque. Como eu consegui isso? Eu bati em alguns caras ali na esquina que estavam bebendo e se drogando. Eu estou vagando por aí agora porque Cate está dormindo por causa da morfina eu seu sangue... E agora, eu estou caminhando, procurando por alguma boate. Eu estou com roupas de Antony me deu e a velha touca de sempre. Meus cabelos estão grandes e eu tenho que esconder os cachos altos dentro da touca. Eu não suporto meu cabelo assim. Mas não tem muito que eu possa fazer. Por enquanto, serve como um disfarce para que Christian não me reconheça, então eu não reclamo. Pelo menos não tanto assim...

     Eu encontro as luzes da boate em minha frente, e eu já estou tão bêbado que sinto vontade de rir. As luzes são fortes e eu quero rir. Eu entro na boate junto com um grupo de homens e os guardas sequer percebem. Eu só quero ficar tão bêbado ao ponto de não conseguir pensar mais. Mas isso parece impossível. Já bebi quase a garrafa de uísque toda, e isso não foi suficiente. Caramba. O uísque tá acabando...

     Eu começo a dançar sem me controlar muito exatamente. A música é alta e eu já não quero rir mais. Cate gostava de músicas altas? Eu não lembro mais... Parece que o álcool está sim fazendo efeito. Eu encontro uma garota bebendo sozinha no bar da boate. Ela parece triste. Eu pareço triste? Eu caminho até ela, esbarrando nas pessoas dançando e eu nem ligo, eu só quero chegar perto daquela garota.

- Ei, Cate. - Eu digo sentando do lado dela e dando o último gole do meu uísque.

- Do que você me chamou? - Ela pergunta me olhando e subindo uma sobrancelha.

Eu coloco a garrafa de uísque na bancada.

- De... ér.. - Eu reviro os meus olhos. Alguém revira os olhos... Eu não lembro quem. Seria Cate? - É a música.

- A música?

- É. - Eu olho para cima como se o som estivesse bem ali. - Hey Cate, que ela chama...

- Não seria Hey Jude? - Ela pergunta me olhando torto.

- Não, de verdade ia chamar Hey Cate e... Poxa, você não sabia? - Eu pergunto olhando torto para ela como se ela fosse a estranha. E ela cai na minha história furada. Cai perfeitamente. Eu minto bem.

Ela solta uma risadinha tipo "Tudo bem".

- Qual seu nome? - Ela pergunta bebendo sua bebida.

- Adam. E o seu?

- Jackie. - Ela diz olhando para o cara do balcão. - Traz uma bebida para o meu amigo. - Ela ordena.

Eu quase sorrio. Mais álcool.

        Eu fico bebendo e conversando com aquela garota que de alguma forma me lembra Cate. Eu não queria lembrar Cate, mas quanto mais eu fujo, mais as coisas me levam até ela. É horrível, parece um pesadelo, ainda mais agora... E eu só quero esquecer ela... Assim como ela me esqueceu. Jackie parece gostar do que eu falo e ri quando eu falo algo engraçado. Mas não é tão parecida assim com Cate... É por fora, mas por dentro nada. Então eu só a quero por fora. Sem nenhum sentimento. Sem nada.

       Eu a puxo para um beijo e ela apenas retribui. Ela tem gosto de álcool, assim como eu tenho. E aquilo é bom. Digo, só por fora. Por dentro não. Por dentro as imagens de Cate machucada batem dentro de mim. E o que mais dói: Imagens dela rindo, conversando comigo, mas incapaz de lembrar em eu sou. Incapaz de saber que ela me amou um dia. Imagens de um casal antigo que se encontrava no apartamento de Cate. Que dançava na praça a meia-noite, na chuva... E eu beijo Jackie com mais força para ver se essa dor passa. E passa? Não... Não passa. Nunca passa e eu sei que nunca vai passar. É algo que já está aqui dentro. É incontrolável.

    E eu só quero Cate de volta.

"Querida, 
não fique parada assistindo.
Você não virá me salvar
disso?"
Parte II

        Eu fui embora. Eu não aguentei aquilo. 
        E agora eu estou no quarto de Cate no Hospital segurando a mão dela e aproveitando que ela está dormindo. Eu ainda estou um pouco tonto, mas eu ignoro isso. Eu só precisava ver Cate, então eu vim. O hospital fica aberto 24 horas, e como eu tenho as roupas de médico, um crachá e a chave do quarto de Cate, eu posso entrar e sair a hora que eu quiser. 

        Então eu uso meu tempo para pensar em o que eu poderia fazer... Tudo que vem na minha cabeça é que eu tenho que continuar conquistando a amizade de Cate. Eu fecho os meus olhos e me permito pensar no que conversar quando ela acordar. 

        - Oi... - É a voz de Cate.  E um dedo está cutucando meu rosto. 

        Eu quase pulo de susto.

        Eu dormi de mãos dadas a ela. Caramba. Eu dormi. O que eu vou falar agora. 

        Eu abro os olhos. 

        - Éer, oi... - Eu digo tirando a minha mão dela. E ela olha para a mão vazia.

        - Porque você tirou? - Ela pergunta.

        - Haaan... Porque... Oras...

        Ela gargalha e se encolhe dentro das cobertas. 

        - Eu acho que pode continuar. - Ela diz.

        - Posso? - Eu pergunto olhando para o rosto dela.

        - Pode... A dor... Passa. - Ela sussurra fechando os olhos. 

        - Tudo bem. - Eu digo pegando a mão dela de novo e eu percebo que ela está tão drogada quanto eu. Mas eu não deixo de ficar feliz. Qualquer pessoa ficaria feliz no meu lugar, mesmo sabendo que ela não está tão bem mentalmente assim.

        Ela solta um sorrisinho calmo, daqueles de satisfação e eu não posso deixar de ficar satisfeito também e soltar o mesmo sorriso.

        - Adam... Se você quiser... Pode voltar a dormir.. - Ela sussurra já quase dormindo. 

        E eu fecho os olhos.

        Apenas Cate consegue me fazer relaxar e ficar calmo.
        Ainda mais sabendo que amanhã eu começo meu tratamento...
        Então eu aproveito esse tempo com ela, porque pode ser tudo que eu posso ter.
        E Cate me disse para dormir, então, eu vou. 

        Boa noite, Cate. Eu te amo - Eu sussurro dentro da minha cabeça, na esperança que ela sinta minhas palavras. 
FIM DO CAPÍTULO XX
  

E então pessoal.. O que vocês acharam? *-* Eu tenho que começar a revelar coisas logo para vocês, né? hausahsaus' Vou parar com essa maldade jájá



 

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