Cate & Adam: Capítulo XXI

domingo, janeiro 04, 2015



       Ei pessoal *u* Vocês já viram que Cate & Adam está no Wattpad? Ainda não? Então pega seu celular, abra o aplicativo e procura por Cate & Adam. Todos os capítulos assim que serem postados aqui, serão postados lá também - ou vice-versa. Então fica mais fácil de vocês lerem e para eu revisar os textos. Não vou enrolar muito hoje porque estou ansiosa para escrever esse capítulo hoje, e não sei se vou conseguir terminar. Se não, eu volto outro dia e continuo ♥

 
CAPÍTULO XXI
Sob a perspectiva de Cate

PARTE I


"Porque você nunca foi vazia, e nós já estivemos aqui antes."
(Fever to the form - Nick Mulvey )
Eu me lembro de quando eu era bem pequena, meu pai me pegava no colo e me levava na primavera no campo de flores lá das montanhas da nossa cidade. Quando nós chegávamos no campo, ele me colocava no chão e eu olhava para ele com aqueles olhos pidões e ele entendia; Ele sorria e falava "Sim, Cate, você pode ir."; E eu corria tão feliz e ele sentava no chão, no meio das flores, tirava o caderno pequeno que ele sempre carregava no bolso e começava a rabiscar algumas coisas. Eu era pequena demais, mas eu já era curiosa.
Eu me lembro de ter ido por trás dele nesse dia, e espiado um pouco o que ele estava fazendo. Ele não me notou. E eu percebi que ele estava fazendo umas linhas emboladas, que hoje sei que eram palavras.
- Cate, você sabe que é feio espiar. - Ele disse quando enfim me notou e ele fechou o caderno, escondendo ele de novo.
- O que você tava fazendo, papai? - Eu perguntei olhando para ele.
- Um dia você vai saber... - Ele disse bem baixo como se contasse um segredo e sorriu. - Agora vamos pegar flores pra mamãe, ok?
Ele me distraiu o resto do dia e nós pegamos uma cesta cheia de flores. Eu me lembro de que quando nós chegamos em casa e mamãe viu aquela cesta cheia de flores, ela correu até mim, me deu um abraço feliz e depois beijou meu pai. Ela adorava flores, é o que eu me lembro. Eu só sei que seu nome é Claire porque eu vi nos meus documentos, mas eu não me lembraria do nome dela por conta própria. Eu lembro das feições doces dela, dos olhos azuis como os meus e eu tenho uma fotografia no meu apartamento que me faz relembrar sempre que eu ouso esquecer. Do meu pai, eu me lembro de tudo. Do seu nome, do cheiro, e até da voz. Ele se chamava Thomas e tinha olhos castanhos claros. A voz dele era sempre carinhosa comigo e com minha mãe, ele cuidava bem de nós.
Eu nunca mais vi aquele caderno dele, mas eu sonho com ele quase sempre agora que eu não consigo lembrar de muita coisa da minha vida. É uma das poucas lembranças boas que eu tenho, então quero que isso continue aqui.
Eu não lembro direito, mas se não me engano, ele e minha mãe morreram um mês depois, naquele acidente de carro que me deixou cheia de cicatrizes.
Eu sofri um outro acidente de carro. E eu devo estar com mais cicatrizes.
Acidentes de carro são minha sina. Eu lembro de quando eu estava quase morrendo, no acidente que matou ou meus pais, presa nas ferragens do carro, um garoto - o garoto que estava no carro em que batemos - conseguiu sair cambaleando d carro e veio em minha direção. O meu braço estava preso, ele disse que ia doer, e então puxamos o meu braço. Ele salvou a minha vida. Mas eu desmaiei. E eu nunca mais o vi. Tenho vontade de vê-lo algum dia e dar um abraço nele... E agradecer.
Ele salvou a minha vida naquele acidente.
E... Quem será que a salvou nesse?
PARTE II
"Ainda com os pés tocando, ainda com os olhos se encontrando, ainda nossas mãos se encaixam, ainda com os corações batendo."   (Still - Daughter)
Eu ainda sinto muita dor. Daquele modo intenso que eu paro, respiro fundo, solto um sorriso com as últimas forças e digo "É, Tony, hoje não vai dar sem morfina". E ele atende meu pedido. Atende um pouco com pesar nos olhos, por me ver chegando nesse ponto, mas atende. Ás vezes, quando Antony não está, eu peço para o Doutor Adam e ele atende meu pedido tão rápido quanto Antony.
Eu acabei de pedir para os dois que estavam no quarto me assistindo como se eu fosse o programa de televisão mais emocionante do mundo - sinceramente, não sei o que acontece com esses dois. Ou eles realmente tem um cuidado grande por mim ou eu tenho uma doença nova e ele estão me estudando. Eu ainda não sei. Mas voltando... Eu pedi para os dois morfina. Eles me deram, eu adormeci e há dois segundos eu estava sonhando com meu pai e seu caderno outra vez.
Mas então... Eu senti toda a dor voltar e acordei. Eu estou acordada nesse momento, sentindo uma mão na minha. É o Doutor Adam. Ele dormiu segurando a minha mão e com a cabeça tombada para baixo, como se não pudesse estar dormindo, mas sem querer caiu no sono. Alguma coisa ali faz meu coração se acender e eu percebo o reflexo disso no aparelho de batimentos cardíacos que está mostrando um coração um pouco mais acelerado do que o normal. Eu então assisto ele dormindo... Ele parece doce assim. Mil vezes mais calmo do que aquele Doutor que fica cuidando de mim o dia todo, sem parar como se fosse tudo que ele tivesse que fazer.
Eu, por instinto e sem pensar, cutuco ele.
- Oi... - eu digo com minha voz arrastada e drogada ainda pelo efeito do resto da morfina em meu sangue.
Ele toma um pequeno susto que me faz sorrir, mas ele não percebe isso. Ele apenas abre os olhos bem devagar, como se pensasse no que falar e olha para a mão dele sobre a minha e depois para o meu rosto.
-éeer... Oi. - Ele diz tirando a sua mão da minha.
E eu percebo a dor. Antes estava doendo, mas eu não percebia. A mão dele sobre a minha fazia a dor, de alguma forma, desaparecer.
- porque você tirou...? - eu pergunto olhando para a minha mão vazia.
Ele me encara sem entender muita coisa e a expressão dele é bonita. Bem bonita... Céus, o que você esta pensando, Cate..?
- haan... Éeer... Oras... - Ele engasga.
E eu percebo que ele não sabe o que dizer, que foi pego de surpresa.
Eu gargalho da melhor forma que eu posso e encolho dentro das cobertas. Eu gosto dele. De uma forma bem estranha que nem eu entendo.
- eu acho que pode continuar. - eu digo logo depois de rir.
- posso? - ele pergunta olhando nos meus olhos e eu percebo que ele tem os olhos verdes mais lindos que eu vi.
Eu afasto isso dos meus pensamentos. Eu só estou drogada. É isso. Drogada. Ah, por favor, não venha dizer que não é isso.
Eu sinto minha pressão abaixar um pouco e o resto da morfina ainda presente fazendo efeito.
- Pode... A dor... Passa... - eu digo com as minhas forças se esvairando.
- tudo bem... - Ele sussurra pegando a minha voz outra vez e eu sinto toda a minha calma voltando.
Como ele consegue isso? Como ele consegue me acalmar tanto? Eu fecho os meus olhos me permitindo dormir. A mão dele é quente e a sensação é tão boa...
- Adam... Se você quiser... Pode voltar a dormir... - eu sussurro para ele totalmente drogada e sem saber o que eu estou falando mais.
Eu apenas sinto ele suspirando alto, mas não é um bufar. É satisfação. Eu queria saber porque ele está satisfeito... Mas eu preciso dormir... Eu também estou satisfeita. E é tudo que eu preciso saber.
Eu mal noto que eu dormi e eu já estou acordando de novo. Tem alguém entrando no meu quarto do hospital e isso, por algum motivo, me faz acordar assustada. Eu percebo que o Doutor Adam tem a mesma reação. Ele apenas dá um rápido olhar para a porta, e percebendo quem é, ele segura a minha mão com mais força e a olha.
- Srta. Owen, você já notou essas manchas vermelhas que estão aparecendo na sua pele? - Ele diz um pouco alto demais para a pessoa que acabou de entrar ouvir. Eu olho para a minha mão. Ela não está vermelha. Mas eu olho para Adam e entendo.
- Ah, sim, eu percebi ontem e falei com Antony. Ele disse que é normal... Por causa...
- Dos remédios. - Ele completa a minha frase. Eu o olho. Como ele sabia...?
- Sim, os remédios. E disse que vai...
- Passar com o tempo. - Ele completa outra vez.
Céus... O que é isso?
Christian se aproxima de nós, quase empurrando Adam e encara a minha mão.
- Ela está normal para mim. - Ele diz.
- Não, não está. - Eu brado sem ao menos esperar alguns segundos.
- Não, senhor... Ela estava pálida antes... Agora, vê... - Adam mostra minha mão, mostrando uma parte que voltou a ter a cor normal.
- Realmente... Mas você vai ficar boa, querida. - Ele diz olhando para mim e soltando um sorrisinho.
Céus, quantas vezes vou ter que falar para ele não me chamar dessas coisas?
- eu vou - Christian se afasta de mim e me olha. - voltar para casa, tenho serviço para fazer. Só vim ver como você estava... E trouxe os convites de casamento. Sei que você não tem amigos e nem familiares...
- ei, eu tenho uma tia. - eu protesto.
- ah, sim... Então tome dois convites... - ele solta um sorriso desajeitado e enfia a mão na sua mala de negócios. - um pra você guardar como lembrança e outro pra sua tia.
Eu pego o convite com a minha mão trêmula ao mesmo tempo em que o Doutor Adam se levanta da cadeira do meu lado e vai olhar algo dentro do armário de remédios. Meu impulso é chama-lo de volta. Céus. Eu tenho que parar.
- Então eu vou embora... Tchau, Cate. - Christian beija a minha boca e a boca dele é fria e calma. Eu acho que gosto dele.
- Tchau. - eu digo sem saber o que dizer exatamente.
Christian sai e eu percebo que ele manca um pouco com a perna direita. Porque ele manca...? Nas minhas lembranças, eu não me lembro dele mancando. Mas, você sabe, não da para confiar muito naquilo que eu lembro.
Assim que Christian sai por completo, o Doutor Adam volta para o meu lado e me encara.
- Você esta bem? - Ele pergunta para mim. Uma pergunta normal, mas eu percebo algo a mais nos seus olhos verdes.
Eu sorrio.
- Você quer saber como uma pessoa normal ou como um amigo? - eu uso a pergunta que ele fez para mim há alguns dias atrás. E isso o faz sorrir.
- como amigo.
Ele abaixa a máscara de médico e eu percebo, mais uma vez o quanto ele é lindo. Os lábios finos e rosados naturalmente em um sorriso, o maxilar definido e contornado por uma barba mal feita e as bochechas fundas, mas coradas. Ele é lindo... Por favor, se concentre, Cate e responda o rapaz - você diria impaciente. Mas se tivesse no meu lugar, vendo o que eu vejo, não diria nada.
Eu só sorrio para ele.
- o que foi? - ele me pergunta soltando uma risada gostosa que ecoa pelo o meu quarto tão intensamente que posso sentir ela entrando no saquinho do soro e me preenchendo por dentro.
- É que... Bom...
- Você esta sem palavras, Srta. Owen? - Ele gargalha outra vez e algo nessa frase me lembra de algo. Mas não sei o que é exatamente.
- não! - eu protesto soltando um risinho tão bobo que eu tenho que franzir a testa para conte-lo. - você quer que eu te diga como eu estou ou não...? - eu brado mudando de assunto.
-Mas vai dizer como amiga? - ele zomba.
- é, como amiga, antes que eu mude de ideia. - eu solto um sorriso.
- até parece que você vai mudar de ideia. - ele zomba novamente. E eu reviro meus olhos. Meu ato de revirar os olhos faz com que Adam me olhe de um jeito diferente. Parece saudade... E eu acho que estou delirando...
- Mas... Então... Vou falar. - eu solto uma risadinha.
- Será? - sempre zombando de mim. Céus. E eu adoro isso.
- É, né...? - eu rio. - Mas a verdade é que eu não estou tão bem... Você sabia que eu já sofri outro acidente de carro?
- Não. - ele parece surpreso, mas algo me diz que não.
E então ele pede que eu conte tudo para ele e eu conto. Incluindo a história do menino do outro carro que salvou a minha vida. Ele sorriu nessa parte e disse um "Espero que você um dia encontre ele". E eu concordei com a cabeça. Depois eu contei para ele como eu vivi sem meus pais e como foi a infância e adolescência na casa da minha tia. Contei também como lutei para pagar a faculdade e comprar o apartamento.
Ele me olha com admiração o tempo todo. Com aquele ar de "é a historia mais emocionante que eu estou ouvindo..." mas eu sei que não é.... Então porque ele está me olhando com tanto cuidado e reconhecimento?
Você por acaso sabe...?
- E então... Eu sofri esse acidente e agora vou me casar. - eu digo, finalizando a minha curta biografia. E ele sorri. Não por essa frase, mas por todo o resto. - Bom... Como amigo... Posso te perguntar algo?
Eu percebo ele gelar, mas ele disfarça bem. Como quando Christian entrou e ele disfarçou nossas mãos dadas.
- Como amigo... - ele se recompõe fingindo um ar de seriedade.
- Você acha que Christian me ama?
Aquilo faz o ar de seriedade dele sumir e um ar de aflição tomar o seu rosto. Será que eu peguei pesado...? Mas ele responde antes mesmo que eu possa pensar mais a respeito.
- Claro que sim. - ele diz olhando nos meus olhos. - E bom... Ele é seu chefe. Você vai ter enfim a editora que você sempre sonhou.
Como...?
- Como você sabe...? - eu pergunto quase sem voz e em choque. Mais uma vez o aparelho de batimentos cardíacos mostra um coração acelerado.
- Bom... Antony. É. Antony. - Ele diz um pouco com pressa demais. Mas eu acredito. Antony sabe todos os meus segredos e sonhos.
- ah... - eu rio, mas Adam esta serio demais. Porque...?
- Eu posso fazer uma pergunta... Como amigo? - ele diz me encarando.
- pode. - Eu respondo encarando ele.
Ele abre os lábios, mas nada sai dali. Então ele para alguns segundos, pensa mais.
- Bom... O que Antony é seu? - ele pergunta curioso, mas aflito, embora tente esconder.
- Um namorado. - eu respondo rapidamente.
- Um namorado? - ele pergunta tentando esconder ainda mais sua aflição.
- Não, poxa... Ele é meu irmão.
Eu gargalho e a expressão dele simplesmente se suaviza. Será que ele percebe essa coisa louca entre a gente? Mas eu não me permito pensar. Apenas continuo a rir e ele a relaxar.
- Mas você não me contou de irmão nenhum nessa sua maravilhosa e emocionante história de vida que durou... Hmm... Dois minutos. - ele ri.
- oh, não zombe da minha emocionante historia de vida. - eu rio de volta.
- então me conte essa história direito. - ele pede me olhando com aquele seu sorriso com os olhos.
- Bom... Depois do acidente. Eu fui enviada para a casa da minha tia que é solteira e Antony para a casa de uns parentes nessa cidade. Ele não estava no carro no dia do acidente... E bom, nunca mais tive contato. Bem raros no telefone, alguns encontros que marcavámos, mas como a vida dele como médico sempre foi corrida não dava para convivermos. Mas nós nos amamos....
Eu percebo Adam sorrindo como se entendesse algo, mas ele não diz nada.
- um irmão... - ele sussurra para si mesmo e eu não entendo. O que será que Adam descobriu?
- Minha vez de perguntar. - eu digo animada e com sorrisos.
- Pergunte. - Ele sorri.
- Eu vi Christian mancando... Você sabe porque?
Ele para e me olha. Como se devesse me dizer algo. Eu entendo. Mas não sei o que é.
- Não, eu não sei... Ele deve ter machucado, não sei, jogando futebol...
Ah... - eu murmuro dentro de mim.
- e como eu sofri esse acidente? - Eu pergunto curiosa.
- você estava indo pra outra cidade com um idiota e o carro bateu.
- você esta mentindo...
Ele me olha e gargalha.
- Não, não estou... - E ele olha para fora da janela.
E eu olho para os convites no meu colo. olho para o rosto de Adam que esta preso na noite do lado de fora.
- Adam... - eu digo e ele olha para mim. Eu pego um dos convites e estico para ele. - você disse que era certo eu me casar... E que ele me ama... Eu queria que você fosse no casamento...
Ele encara o convite em meus dedos e quando estica a mão para pega-lo, eu percebo que ele esta tremendo.
Ele mudou. Seus olhos não estão brilhando mais.
- Adam... O que foi? - eu pergunto tentando capturar seu olhar. Mas os olhos dele continuam presos no convite.
- Bom, Cate... - ele sussurra. - Acho que eu não devo aparecer aqui mais.
E o aparelho cardíaco apita outra vez. Meu coração quase pula para fora.
Eu não quero que ele vá...
 
FIM DO CAPÍTULO XXI


Então pessoal, só para lembrar vocês, entrem no wattpad e baixem Cate & Adam para a biblioteca de vocês. Assim vocês sempre receberam notificações de capítulos novos e etc ♥

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3 comentários

  1. Adorooo seu blog! O meu é http://ilusaoliteraria.blogspot.com.br/

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  2. Adivinha quem voltou? EU \o/ Ya socorro, eu tinha me esquecido de tanta coisa da web que reli tudo de novo, eu tava meio sem tempo, ta tudo meio corrido aqui em casa, mas voltei! E vim pra ficar u.u Santo Deus, que agonia que me deu nesse capítulo, pelo amor de deus eu odeio esse Christian, e mais, " doutor Adam", quero um doutor desse na minha vida. Gente não aguento mais a Cate e o Adam separados, vê se arruma um jeito de juntar eles logo de uma vez menina! SAUDAAADEEE, vou aparecer mais agora. Beijoooooooo, Helo

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    1. Não some de novo não Helo :( han , apareça sim ahsauhsauhsu' Você viu? "Doutor Adam" ai meu coração ahsuahsauhsuas

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