#35 Entre verbos: Reformas

domingo, fevereiro 15, 2015




Tudo começou assim. Aqui. Com essas palavras. Os verbos nasceram aqui assim como você nasceu em mim, assim como nascemos um no outro. E é disse que quero falar hoje; De como nascemos. Eu lembro de que era tão natural e simples, como qualquer outra pessoa interagindo com a outra sobre qualquer assunto aleatório, só para ouvir a outra pessoa falando. Por isso conversávamos: apenas para ouvir a outra pessoa falando, apenas para abafar aquele barulho louco em nossas cabeças.

Porque eu sei, nós sabemos e lembramos. Nada foi fácil ali, ainda não continua sendo, mas aquilo foi pior. Era barulho, com confusão, necessidade de falar, de ouvir, de tocar, de ver e de especialmente, sentir. A gente precisa sentir alguma coisa. Eram dois corpos que não sentiam mais nada. Eram dois corpos que estavam frios e precisavam de algo quente. Você foi meu algo quente, foi a minha esperança em meio toda a bagunça confusa que nascia dentro da minha cabeça.

Hoje, você é aquela fagulha de esperança. É aquele brilho no escuro, um pedaço de estrela naquele meu céu que vivia na escuridão. Me ilumina? Sim, me ilumina. Traz luz, traz paz e traz calor. Eu me sinto em casa em você, e me sinto que encontrei o meu lugar. Um lugar meu bagunçado, assim como o meu, uma casa meio que precisando de reformas, mas eu não me importo de levantar as minhas mangas e começar esse serviço. Não que seu sorriso precise ser moldado, ou a sua  voz modificada, ou aquele seu riso meu seu coordenadas precise de alguns ajustes, mas é que nós precisamos arrumar algumas coisas. Vamos tirar aquelas expressões tristes e duplicar os sorrisos, vamos tirar aquela voz fraca e trocar pela voz forte, e vamos pegar esse riso e coloca-lo diariamente em meus dias.

É essa reforma que eu preciso, é essa a reforma que precisamos.

Então, eu te olho com carinho, e pergunto: Que reforma você quer fazer em mim? Que tipo de coisas você duplicaria, tiraria, ou que guardaria em uma caixinha só para admirar quando desejar?

Eu toco a nota dó do violão, e continuo te olhando, sorrindo, parada, conversando com você pelo olhar. Olhos verdes, que tal mais uma música?


a, du, trua

Você também vai amar:

0 comentários



Subscribe