#36 Entre verbos: O contrato

sexta-feira, abril 03, 2015





E eu aceito; Eu assino aquele seu contrato. O contrato que promete me fazer sorrir diariamente, e fazer de tudo para arrancar um sorriso meu - assim brutal, assim tão você. O contrato que eu já nem me lembro mais como começou, mas sei que existe e que eu deveria falar assim: Em metáforas porque sei que você gosta. Então, vamos conversar.

3 dias, 3 palavras, 3 significados e 3 números que para qualquer outra pessoa seriam apenas mais uma coisa comum do cotidiano e sem importância nenhuma. Mas você não é "qualquer outro" e eu não sou "outra pessoa", e bom, qualquer coisa pequena vai ter um significado enorme para nós dois;  E é isso, sempre três coisas nos perseguindo do começo ao fim. Como negar o destino por trás disso tudo? Como negar que não tem algo por trás de nós dois segurando nossos braços e nos movendo? Nos movendo sempre em direção ao outro.

E quando chegarmos perto o suficiente? O que seria de nós? Nós sabemos a resposta, nós sabemos o estrago que isso causaria. Nós sabemos que ninguém poderia nos segurar, ou impedir. Então nós respiramos fundo e continuamos apenas de mãos dadas, corações unidos, e alma ligadas. Basta, por enquanto. Ninguém precisa saber da verdade.

Ninguém nunca precisou.

Mas um dia vai acontecer, nós impedindo isso, ou não, nós respirando fundo ou conscientes. As três palavras provam isso, e todas as outras respostas que recebemos até hoje. Não tem motivo para desistir, não tem porque jogar tudo para o alto. É melhor juntos, e é melhor fortes. E nós sabemos disso, também. Mesmo hora ou outra não entendendo o que o outra fala, e mesmo hora ou outra respirando fundo para conter certas palavras. Mas sabemos que vale a pena cada respirar, e cada dor sentida, e cada uma das coisas que passamos e que ainda vamos passar.

Deitada, olhando para o teto, eu penso em quem nós somos de verdade. Naquilo que tem de essencial em você e o que tem de essencial em mim. E quando eu percebo, nós somos os mesmos, somos um só. Tire seu passado, sua história, suas feridas, derrotas, e pense o que você é. Agora, tire meu passado, minha histórias, minhas cicatrizes, minhas alternativas para fugir, e pense no que eu sou. Pense no que nós somos.

E é essa resposta que eu tenho: Nós somos nós.
Se eu dissesse que você sou eu, eu estaria me definindo; Ou se eu dissesse que eu sou você, eu te definiria. Então, nós somos nós. Juntos, sem separação, sem distinção de onde começa "eu" e onde termina em "você." Como o fogo; cada chama acessa, junta, sem separação. E forte.

Apenas nós.
Daqui até o fim.


"Vamos mostrar ao fogo como se queima"
(Fire - Ben Howard)

10/1 ♥

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