RESENHA: O Teorema Katherine de John Green

quarta-feira, agosto 26, 2015


Hey pessoal !! Hoje tem resenha  já faz um tempinho que fiz minha última resenha...AH ! Minha próxima resenha será de um livro que vocês pediram muito e só agora que vou conseguir realizar esse "desejo" hehe *-* Bom, esta é a primeira vez que faço uma resenha de algum livro do John Green, e diferente de minhas outras resenhas essa saiu um pouco grande :3

Este livro me surpreendeu, superou todas as minhas expectativas e eu super recomendo. 
Eu pensava que seria uma leitura bem cansativa (o que pra mim, no primeiro capítulo foi) mas depois se tornou uma leitura bem legal. Enfim, vamos pra resenha:



 Título:  O Teorema Katherine
 Autor(a): John Green

 Gêneros: Romance,

 Editora: Intrínseca
 Lançamento: 2013
 Páginas: 227 páginas 
 Nota:     

Se o assunto é relacionamento, o tipo de garota de Colin Singleton tem nome: Katherine. E em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo: ele leva o fora. Já aconteceu muito. Dezenove vezes, para ser exato. Ele resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e um melhor amigo bem fora de forma no banco do carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar pés na bunda, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines.

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Colin Singleton é um jovem prodígio de 17 anos que acaba de terminar o ensino médio e de levar um fora de Katherine XIX. Ele foi descoberto um prodígio quando ainda era criança e tem manias de criar anagramas e namorar K-A-T-H-E-R-I-N-E 's. O fato de ser um prodígio (e não um gênio) o deixa bastante chateado, pois tem muito medo de não fazer coisas grandiosas e ter seu momento "Eureca!" (aquele momento que eles criam ou descobrem algo muito importante e que beneficie a humanidade) e o tempo pra se ter esse momento fica mais distante a cada dia - eles têm esse momento quando são bem novos -, agora ele está obcecado pra ter esse momento e faz de tudo por isso pois teme muito o momento de ser um ex-prodígio.
"Prodígios conseguem aprender rapidamente o que outras pessoas inventaram; gênios descobrem o que ninguém descobriu. Prodígios aprendem; gênios realizam. A maioria das crianças prodígio não se torna um gênio na idade adulta. Colin tinha quase certeza de que fazia parte dessa maioria desafortunada."

 Me supreendi logo de cara com o fato de ele ter namorado 19 garotas com o mesmo nome e em tão pouco tempo, mas...ele conta até as namoradinhas de infâncias, que fazem parte daqueles namoros que duram apenas dias ou  minutos. Por incrível que pareça, ele levou um pé na bunda de todas as Katherines. Ele passa boa parte do tempo em seu quarto se lembrando dos bons tempos com Katherine XIX, e é aí que Hassan, seu único e melhor amigo, entra em cena. Ele consegue convencer Colin a irem passar as férias na estrada, a colocarem as malas no Rabecão de Satã - o carro - e saírem por aí, sem rumo. Por mais que os dois sejam bem diferentes - principalmente no caso de religião, já que Hassan é muçulmano e Colin um meio judeu - a amizade é verdadeira, e eu achei isso bem legal e interesante :3
“Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem — Deus o livre — Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas.Todas chamadas Katherine. E todas elas — cada uma, individualmente falando — terminaram com ele.”
Colin e seu amigo acabam parando em uma cidadezinha interiorana chamada Gutshot para visitar o túmulo do "Aqueduque Francisco Ferdinando" mas acabam ficando por lá até o fim das férias. É em Gutshot que ele tem seu "momento Eureca!" (até que em fim !!) e, motivado pelos vários pés nas bunda que levou ele cria Teoremas que mostram a duração de um relacionamento e quem terminou com quem. Ele nomeia as pessoas por terminante ou terminado. Eles ficam hospedados na casa de Hollis, a dona de uma fábrica de fiozinhos de absorvente (pois é, kkkkkk) de Gutshot e recebem um emprego onde devem entrevistar, junto com a filha de Hollis, os moradores da cidade e trabalhadores da fábrica (quase todos os moradores trabalham la..). Com o desenrolar da história eles vão descobrindo várias coisas sobre Gutshot e sobre suas próprias vidas.
"É meu Teorema que vai contar a história. Cada gráfico, com um começo, um meio e um fim."


Antes de realmente ler este livro eu li várias resenhas pra ter alguma ideia das avaliações (e do próprio livro, é claro) e a maioria das avaliações que vi eram negativas (principalmente da pessoa que me deu o livro hehe), foi então que durante minhas férias resolvi ler o livro e tirar minhas próprias conclusões. ainda no primeiro capítulo eu abandonei a leitura (ela estava bem lenta e cansativa), e isso foi um erro! Ainda durante minhas férias eu voltei a ler O Teorema Katherine e eu recomecei tudo. O livro também contém flashbacks dos outros relacionamentos de Colin com as Katherines.
Talvez eu tenha gostado do livro por que ele envolve matemática, talvez não.
A matemática do livro é bem leve e você não precisa entender se não quiser. Esta leitura valeu muito a pena. Diferente de A Culpa É das Estrelas este livro não é dramático, mas sim bem hilário. O Tio Verde caprichou nos rodapés, na maioria dos livros eles são bem chatinhos e meio que te tiram da leitura mas neste livro o autor deixou o a essência da estória neles, por isso não deixe de lê-los também.
Em geral foi um livro bem legal, foi bem diferente dos outros livros que já li do John Green (apesar de eu não ter lido muitos), e neste livro a narração é em terceira pessoa.
Bom pessoal, espero que tenham gostado desta resenha, que se interessem pelo livro e que não deixem de ler apenas por conter matemática (muita gente faz isso por isso).
Beijocas  !!
“É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.”

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