RESENHA: A Sereia, de Kiera Cass

sábado, abril 23, 2016


FOTO: Michelle Borges


Muita gente deve estar esperando essa resenha, então espero que gostem (da resenha) e que possam ler o livro e gostar, assim como nós ♥





 Título: A Sereia
 Autor(a): Kiera Cass
 Gênero(s): Romance, Fantasia
 Editora: Seguinte
 Lançamento: 2016
 Páginas: 368 páginas
 Nota:     
Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, vai precisar usar sua voz para atrair pessoas até o mar e afogá-las. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo com que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar – pois a voz da sereia é fatal –, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir a sereia será obrigada a abandoná-lo para sempre. Mas pela primeira vez, em muitos anos de obediência, Kahlen está determinada a seguir seu coração.

TAGS LITERÁRIAS: 


A Sereia é o primeiro livro (!) da nossa querida autora de A Seleção, Kiera Cass. Nos Estados Unidos foi publicado independentemente lá no começo desse século, e só agora foi republicado lá e publicado pela primeira vez aqui no BR. Muitas pessoas vêem a capa e pensam ter algo a ver com A Seleção, mas só a autora que é a mesma mesmo hahaha

Não sei vocês, mas eu achei a capa dos EUA muito mais bonita (o que muda com a nossa, na verdade, é só a fonte e as cores do título, que até ajudam a diferenciar de A Seleção). Aqui no Brasil, o livro vem com uma carta de Kiera Cass especialmente para os leitores brasileiros, e a foto da capa foi tirada na Praia do Espelho, na Bahia!


Em A Sereia conhecemos Kahlen, uma menina que a muitos anos atrás foi salva de um naufrágio do navio de sua família pela própria Água (Ela não tem forma ou rosto, apenas se comunica com as personagens por pensamento e com sentimentos), em troca, Kahlen deveria serví-la por 100 anos cantando, obrigatoriamente, para poder causar acidentes, afogar pessoas e assim alimentar a Água, pois ela tinha fome e essa era a única forma de saciá-la e poupar o mundo de desastres (o que significa que a Água se contenta com milhares de mortes ao invés de milhões); e depois que esse século se passasse ela poderia ter sua vida normal de volta, sem se lembrar do tempo que a serviu.

Porém, diferente das sereias que conhecemos em desenhos ou filmes, durante a leitura percebi que essas não tem caldas, e sim vestidos de sal, fiquei meio decepcionada com isso, mas depois fui acostumando. Então, elas são chamadas de sereias por terem a voz mortal e servirem a Água e não por simplesmente terem caldas.

A Kiera disponibilizou o canto delas *0* ouçam:


Durante estes anos ela conheceu outras sereias e fez um vínculo maior com algumas. Kahlen é uma irmã exemplar e a preferida da Água, mas em seu coração, nunca gostou do que precisava fazer periodicamente, assim, parece ser a que mais sofre, pois ela não consegue não se conectar às vidas daqueles que tira (faz o possível para saber um pouco da vida de cada pessoa de cada navio que naufragaram). Necessário, mas doloroso.

Por serem jovens, a Água não rouba das sereias a oportunidade de viver entre os humanos, pelo contrário, elas tem casa, namorados (só não podem amá-los) e até vão à escola, but, não podem soltar uma palavra sequer.

E é assim que ela e suas irmãs, Elizabeth e Miaka, tentam levar uma vida normal, sempre morando perto da Água, mas elas sempre tiveram que se mudar constantemente, pois além de serem "mudas" as pessoas não poderiam desconfiar que elas nunca envelheceriam. Elas sonham, fazem planos, se ocupam, cumprem suas missões para a Água, mas é difícil lidar com o fardo de matar pessoas, mesmo que para o bem de outras.


Os anos foram passando e ela só foi se sentindo mais ruim em serví-la daquela forma, matando pessoas, e agora só faltam 20 anos pra "sentença" de Kahlen acabar.

É em uma de suas visitas à biblioteca da universidade que ela conhece Akinli, um menino gentil, nome exótico, bonito e que, diferente das outras pessoas, ele não parece ter sido atraído por sua beleza de sereia, não se importa com o fato dela não falar e, assim, vão criando um laço perigoso. É então que, como de se esperar, eles se apaixonam um pelo outro, e Kahlen descobre um amor verdadeiro dentro do seu coração, ela se permite isso, mesmo silenciosa, e permite que ele goste dela também. 

Pela primeira vez, em oitenta anos, ela se sente humana novamente, e sabe que tem que esconder Akinli da Água ou jogaria tudo fora, pois Ela não permite que suas sereias amem (por isso escolhe apenas jovens, nada de mães ou esposas). Então, uma amiga surge com uma chama de esperança. 


Bom, eu amei esse livro!! Acho que fazia um tempinho que eu não lia nada místico, e essa leitura me trouxe de volta a esse mundo mágico :3

Kiera nos apresenta um amor praticamente impossível, e nos mostra que uma pequena faísca (de amor, nesse caso) é capaz de criar algo maior. Achei fofo a forma que Akinli e Kahlen criaram esse laço e amor mesmo ela não podendo usar a voz pra se comunicarem, e ele sempre achar uma forma de comunicação.

Também conhecemos um pouco sobre a Água, percebemos que ela também se entristece pelas mortes, o quanto sente falta de ser amada, e o quanto ama incondicionalmente suas sereias/filhas, então é tocante ver ela lidar com as sereias da única forma que sabe: controlando-as e forçando-as a estar ao seu lado. Kahlen é uma das únicas sereias a entender a Água e a realmente amá-la, por isso é a preferida, vai até ela mesmo sem o chamado (do canto, no caso, para naufragarem navios).
Não é nada parecido com A Seleção, por ser seu primeiro livro não precisam criar tantas expectativas, mas ela me surpreendeu ♥





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